Murray fortalece segundo posto

Por admin - 30 Novembro, 2015

ATP

Foi um fim-de-semana histórico para o ténis britânico, com a vitória na Taça Davis pela primeira vez em quase oitenta anos. A Grã-Bretanha sagrou-se campeã ao derrotar a seleção local na Bélgica, tendo sido crucial, tal como foi ao longo de toda a temporada, a contribuição de Andy Murray: sem perder qualquer encontro na competição, o número dois mundial elevou o troféu de campeão da competição mundial de seleções, igualando o resto do Big Four neste aspeto – apesar de Rafael Nadal ter, sozinho, mais “saladeiras” que Djokovic, Federer e Murray juntos.

Apesar de ser provavelmente uma das últimas coisas que lhe passou pela cabeça, este triunfo confirma ainda mais o tenista natural da Escócia como vice-líder da hierarquia em 2015. De facto, os 275 pontos que são hoje adicionados à sua classificação aproximam-no dos nove milhares, a sua melhor pontuação desde que triunfou na edição de 2013 de Wimbledon. Já David Goffin, o derrotado no ponto decisivo por Murray e o principal do ténis belga nesta década mantém-se como 16º tenista mundial, o seu melhor ranking de final de ano de sempre.

Depois das ATP World Tour Finals tiveram lugar, como tem sido hábito desde 2011, o torneio que reúne os melhores tenistas do circuito Challenger. Em São Paulo, a final da competição foi disputada entre dois tenistas espanhóis, tendo Iñigo Cervantes derrotado Daniel Muñoz de la Nava. O vencedor sobe hoje vinte e seis posições (36 nas últimas duas semanas) e o derrotado escala doze lugares, alcançando ambos novos máximos de carreira.

1. (1) Novak Djokovic (Sérvia), 16.585 pontos
2. (2) Andy Murray (Grã-Bretanha), 8.945 pontos
3. (3) Roger Federer (Suíça), 8.265 pontos
4. (4) Stan Wawrinka (Suíça), 6.865 pontos
5. (5) Rafael Nadal (Espanha), 5.230 pontos
6. (6) Tomas Berdych (Rep. Checa), 4.620 pontos
7. (7) David Ferrer (Espanha), 4.305 pontos
8. (8) Kei Nishikori (Japão), 4.235 pontos
9. (9) Richard Gasquet (França), 2.850 pontos
10. (10) Jo-Wilfried Tsonga (França), 2.635 pontos

16. (16) David Goffin (Bélgica), 1.880 pontos
72. (98) Iñigo Cervantes (Espanha), 703 pontos
75. (87) Daniel Muñoz de la Nava (Espanha), 681 pontos


WTA

Apesar de os rankings oficiais de final de ano terem ficado estabelecidos na classificação de dia 9, com o final do torneio de Zuhai – recorde aqui -, só no passado domingo é que cessaram todos os torneios que contam para a hierarquia mundial feminina. Em Carlsbad, EUA, a belga Yanina Wickmayer sagrou-se campeã deste evento da categoria ITF e apesar da sua posição final de 2015 ser o 49º posto, a antiga top15 mundial assegura, ainda, uma subida de oito lugares nesta segunda-feira.

1. (1) Serena Williams (EUA), 9.945 pontos
2. (2) Simona Halep (Roménia), 6.060 pontos
3. (3) Garbiñe Muguruza (Espanha), 5.200 pontos
4. (4) Maria Sharapova (Rússia), 5.011 pontos
5. (5) Agnieszka Radwanska (Polónia), 4.500 pontos
6. (6) Petra Kvitova (Rep. Checa), 4.220 pontos
7. (7) Venus Williams (EUA), 3.790 pontos
8. (8) Flavia Pennetta (Itália), 3.621 pontos
9. (9) Lucie Safarova (Rep. Checa), 3.590 pontos
10. (10) Angelique Kerber (Alemanha), 3.590 pontos

41. (49) Yanina Wickmayer (Bélgica), 1.202 pontos


Portugueses

Nenhum tenista nacional presente no top500 sobe nesta derradeira atualização ATP de 2015, com apenas João Sousa a não descer e a fechar o ano como 33º tenista mundial – o seu melhor ranking e o melhor de sempre do ténis português.

Há, porém, um luso em evidência: finalista num evento Future em Casablanca há duas semanas, os pontos relativos a esse torneio são hoje adicionados e André Gaspar Murta é o luso que mais sobe antes do final deste mês de novembro.

33. (33) João Sousa, 1.191 pontos
133. (132) Gastão Elias, 441 pontos
287. (283) Frederico Ferreira Silva, 178 pontos
320. (318) Rui Machado, 150 pontos
494. (486) João Domingues, 79 pontos
496. (495) Romain Barbosa, 76 pontos
566. (570) Gonçalo Oliveira, 59 pontos
585. (545) André Gaspar Murta, 55 pontos


Portuguesas

Joana Valle Costa é a única das “nossas” tenistas a subir e, beneficiando da descida de Inês Murta, torna-se na segunda melhor portuguesa da hierarquia mundial.

225. (222) Michelle Larcher de Brito, 224 pontos
893. (895) Joana Valle Costa, 13 pontos
922. (921) Maria João Koehler, 12 pontos
930. (883) Inês Murta, 12 pontos
1180. (1176) Mafalda Fernandes, 5 pontos