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Venus Williams: «Digo sempre que não sou boa em pares mas ninguém acredita»

Venus Williams surpreendeu tudo e todos ao aparecer no torneio de pares do US Open e, esta quinta-feira, protagonizou uma enorme vitória ao bater as sextas cabeças-de-série do torneio.
A jogar ao lado de Leylah Fernandez, a veterana de 45 anos explicou como funcionou esta parceria com a canadiana e reforçou uma teoria que apresenta várias vezes: no seu entender… não joga bem pares, apesar de ter conquistado 14 Grand Slams nesta variante ao longo da carreira (juntam-se ainda mais dois títulos de pares mistos).
LIGAÇÃO EM COURT COM FERNANDEZ
Estou habituada a ser a irmã mais velha, por isso pergunto-lhe o que é que ela quer. É importante que se sinta confortável. Em teoria tenho mais experiência, mas ela jogou muitos mais encontros, por isso talvez isso nos coloque em pé de igualdade na forma como podemos competir. Tínhamos de esperar, porque nunca se sabe o que vai acontecer num encontro e é preciso adaptar-nos. Uma vez que nos pusemos em marcha, carregámos no acelerador.
POUCA FÉ NOS PARES
Digo sempre às pessoas que não sou boa em pares. Ninguém acredita. Tradicionalmente, os jogadores de pares focam-se e movimentam-se e eu não faço necessariamente tudo isso, mas na hora da verdade faço o que tenho de fazer. Sou jogadora de singulares, por isso, claro, quando entro em campo, digo a mim mesma para simplesmente jogar singulares e experimentar esse método e tento não ser algo que não sou. É um aspeto em que não me sinto muito confortável no court de pares, mas acho que chega um momento do encontro em que deixas de pensar nisso e desligas. Nunca joguei com uma parceira, para além da Serena, que tivesse essa mentalidade. A nossa energia coincidiu em termos de determinação, de não desistir. Por isso foi muito divertido e acho que, com sorte, podemos continuar a melhorar.
PARES AO LONGO DA CARREIRA
Não era de todo um projeto secundário. Jogávamos principalmente nos Grand Slams por uma razão: queríamos ganhá-los. Era importante para nós. A verdade é que não treinava pares. Concentrei-me em ser a melhor jogadora de singulares possível nos pares, até que esses movimentos se tornassem mais automáticos. Com um pouco de sorte, ficaremos, talvez ganhemos mais uma ronda e continuaremos a melhorar nos pares.
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