Ultra Davis: a já muito popular claque de apoio à seleção nacional da Taça Davis

Há claques e claques. Mas há aquelas que conseguem transformar por completo o estado de espírito de qualquer jogador. Prova disso é a já muito popular Ultra Davis, um grupo de jovens amigos que se juntou no CIF, entre 3 e 5 de fevereiro, para apoiar Portugal ruidosamente na eliminatória da primeira ronda do Grupo I da zona euro-africana da Taça Davis frente a Israel.

“Jogamos todos ténis federado, conhecemo-nos há muito tempo já”, começou por dizer, ao Bola Amarela, Diogo Almeida, um dos membros de uma claque que até já tem conta no Instagram. “Por acaso a ideia veio de mim, pensei em reunir um grupo grande de amigos mais chegados para tentar fazer uma claque. Na sexta-feira muitos não puderam ir porque estavam em aulas, mas no sábado foi excelente!”, contou Diogo, sublinhando que, no final do encontro de pares, ganho em cinco partidas, João Sousa e Gastão Elias lhes agradeceram pessoalmente.

“Até nos mandaram as toalhas, punhos e bolas… e só apontavam para nós! Até quiseram fazer o famoso ‘haka’ [dança típica do povo Maori] connosco! O Gastão chegou a responder a uma mensagem que lhe enviámos, disse que nós, de facto, tínhamos feito a diferença e que tinham adorado a nossa presença”, referiu, com Elias, número dois português, a tecer elogios aos jovens apoiantes.

“Adorei a iniciativa deles. Eu acho que, mesmo sendo uma coisa ainda pequena de momento, pode vir a ser uma grande arma para a nossa seleção daqui para a frente. Esta nova claque pode vir a fazer com que o ténis em Portugal cresça. Acho que o clima na Davis pode ser cada vez mais escaldante e isso pode contribuir para trazer mais adeptos para a modalidade”, confessou Gastão ao Bola Amarela.

Mas será que ficamos por aqui? A resposta é… não! “Já estamos a organizar as coisas para dia 7 de abril estarmos lá (onde quer que seja). Já estamos a planear fazer camisolas e uma faixa com o nosso nome. Queremos levar isto para a frente!”, rematou, confiante, Diogo Almeida, com a certeza de que quer estar “em todo o lado” para apoiar incondicionalmente a comitiva lusa.

“Em relação à eventualidade de as eliminatórias serem fora de Lisboa, é uma questão de se ver no futuro. Como alguns elementos ainda são menores, se for fora de Portugal vai ser difícil, mas também esperamos ter alguns apoios daqui para a frente”, explicou.

Agora, e depois de carimbada a passagem à segunda ronda com um triunfo por 5-0 sobre Israel, resta aguardar por abril, altura em que Portugal mede forças com a Ucrânia, em Lisboa. Aí, a claque volta a juntar-se para mais gritos e mais esperança, todos a torcer pela seleção nacional.

Fotos: Fernando Correia/Federação Portuguesa de Ténis
Sobre o autor
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Licenciado em Ciências da Comunicação – vertente de Jornalismo – pela Universidade Autónoma de Lisboa. Ténis é a minha vida. Colaborador do site Bola Amarela desde Dezembro de 2011.

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