Wawrinka: «Djokovic é o melhor de sempre e por uma margem enorme»

Por Rodrigo Caldeira - June 19, 2026

Cada vez falta menos para chegar o dia que muitos não querem ver chegar: o da retirada de Stan Wawrinka. O suíço irá pendurar a raqueta no final deste ano e já se despediu de alguns dos palcos mais emblemáticos da sua carreira, como o Australian Open, onde conquistou o seu primeiro Grand Slam, ou Roland Garros, onde ergueu o segundo.

Ainda assim, restam alguns meses para desfrutar de um tenista singular, que conquistou os adeptos de todo o mundo com o seu magnífico revés a uma mão. No entanto, Wawrinka não marcará presença no ATP de Maiorca, apesar de ter recebido um wildcard, optando por reservar todas as suas energias para The Championships, Wimbledon.

Nesta temporada de despedida, o suíço continua a mostrar momentos da sua classe inconfundível e da sua mentalidade competitiva, embora os resultados já não acompanhem da mesma forma. Desde que atingiu a terceira ronda do Australian Open, não conseguiu somar duas vitórias consecutivas, algo que também se explica pela sua idade, 41 anos, e por um circuito cada vez mais equilibrado e competitivo.

No entanto, Wawrinka está a aproveitar esta fase da carreira para conceder várias entrevistas, nas quais revisita os momentos mais marcantes do seu percurso e reafirma o seu amor incondicional pelo ténis. Numa conversa recente no podcast First & Red, o foco incidiu sobretudo sobre Novak Djokovic, Rafael Nadal e os torneios do Grand Slam.

NOVAK DJOKOVIC

“Se somarmos tudo, Novak Djokovic é o melhor da história, e por uma margem enorme. O que ele fez ao longo de todos estes anos é incrível. Bateu todos os recordes e continua a competir ao mais alto nível”

SUCESSO NOS GRAND SLAM

“Apesar de ter perdido (1-6, 7-5, 6-4, 6-7 (5) e 12-10), esse encontro mudou a minha carreira. Foi aí que percebi que o meu sucesso nos Grand Slams era real e não apenas teórico. É, sem dúvida, o melhor jogo da minha carreira: uma batalha de cinco sets contra um adversário que era número um do mundo”

RAFAEL NADAL

“Rafa Nadal foi o rival mais duro que enfrentei, sobretudo em terra batida, especialmente em Roland Garros e em encontros à melhor de cinco sets. Jogar contra ele na terra batida de Paris foi o maior desafio da minha carreira”

Apaixonado por desporto no geral, o ténis teve sempre presente no topo da hierarquia. Mas foi precisamente depois de assistir à épica meia-final de Wimbledon em 2019 entre Roger Federer e Rafael Nadal, que me apaixonei e comecei a acompanhar de perto este fabuloso desporto. Atualmente a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.
Bola Amarela
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