Cinco jogadores que podem brilhar na terra batida europeia esta temporada

Por Pedro Gonçalo Pinto - Abril 8, 2022

A Europa prepara-se para acolher definitivamente a época de terra batida a partir da próxima semana, com o Masters 1000 de Monte-Carlo a dar o pontapé de saída. Seguem-se uma série de torneios de todos os níveis, desde o Millennium Estoril Open aos Masters 1000 de Roma e Madrid, passando pelo ATP 500 de Barcelona, apenas para citar alguns exemplos. Quem vão ser as grandes estrelas desta fase? Excluindo nomes mais evidentes como Novak Djokovic, Stefanos Tsitsipas, Alexander Zverev ou até Rafael Nadal quando recuperar, aqui deixamos cinco sugestões. Umas mais evidentes do que outras…

Casper Ruud – Agora como CR7 por ser o sétimo classificado do ranking ATP, já sabe que o norueguês adora a terra batida, superfície na qual conquistou seis dos sete títulos da sua carreira, quatro deles na época passada. No entanto, a verdade é que Ruud entra motivado pelo que fez em piso rápido, com destaque para a final em Miami, e solto em termos de pressão no que diz respeito a defender pontos. É que esses títulos foram todos na segunda metade da temporada, enquanto pode perfeitamente chegar a uma final Masters 1000 também em terra. Ruud defende ‘meias’ em Madrid e Monte-Carlo, bem como 180 pontos das ‘meias’ de Roma em 2019, mas aí acaba a responsabilidade. Especialmente em Roland Garros, onde Ruud tem tudo para fazer muito melhor do que a terceira ronda do ano passado.

Carlos Alcaraz – Parece inevitável que o prodígio espanhol entre no top 10 nas próximas semanas, sendo que Alcaraz já é até o terceiro favorito a conquistar Roland Garros para as casas de apostas. É um nome fácil de ter nesta lista, sendo que os holofotes vão estar apontados ao pupilo de Juan Carlos Ferrero para perceber se mantém o nível que mostrou no primeiro terço da temporada. Em termos de ranking, a maior fatia vem do Oeiras Open 3 (125 pontos), pelo que ainda não terá pressão a entrar nos três Masters 1000 e em Roland Garros. Cuidado com ele.

Sebastian Korda – Numa segunda linha surge o norte-americano de 21 anos. Ao contrário do típico jogador dos Estados Unidos, adapta-se muito bem à terra batida e foi lá que venceu o seu único título da carreira até agora: Parma em 2021. Korda está à procura dos primeiros grandes resultados da nova época e o pó de tijolo pode trazê-los para um tenista extremamente talentoso e que continua a gerar enorme expectativa no seu país. Será que vai dar o salto num dos três Masters 1000?

Sebastian Baez – Este protótipo de Diego Schwartzman fez quartos-de-final na terra batida de Córdoba e atingiu a sua primeira final ATP da carreira, ao discutir o título em Santiago. Aos 21 anos, tem evoluído de forma notória e é no pó de tijolo que se sente mais confortável. É um daqueles tenistas que se podem tornar muito traiçoeiros de enfrentar nas rondas inaugurais, não sendo cabeça-de-série, sendo que poderá aproveitar esta fase da temporada para dar mais um salto e afirmar-se entre os melhores do Mundo.

Dominic Thiem – A qualidade do austríaco é inquestionável. A questão é mesmo saber se os azares com lesões e afins vão finalmente terminar para permitir que Thiem evolua à vontade e sem se preocupar com o seu corpo. O primeiro torneio do calendário é Belgrado – desistiu de Monte-Carlo -, pelo que será preciso recuperar ritmo para depois mostrar o que vale nos Masters 1000 de Madrid e Roma e, claro, Roland Garros. Esse é o objetivo principal de Thiem, sendo que se recuperar a boa forma física e o ritmo competitivo, passa logo a ser candidato em qualquer torneio, especialmente em terra.

Pedro Gonçalo Pinto
Comentador Sport TV e ligado ao Jornal Record. Ténis acima de tudo.