Rui Machado e três portugueses no top 100: «As coisas não acontecem por acaso»

Por José Morgado - October 26, 2026
Machado
FOTO: Manuel Vitali

A inédita presença de três tenistas portugueses no top 100 mundial de singulares tem uma ligação direta ao Centro de Alto Rendimento (CAR) do Jamor, em Oeiras. Rui Machado, diretor técnico da Federação Portuguesa de Ténis e responsável pela estrutura, atribui o feito ao trabalho desenvolvido em todo o ténis nacional e à dedicação dos profissionais envolvidos.

Em declarações à agência Lusa, no dia em que Henrique Rocha entrou no top 100, no 100.º lugar, juntando-se a Nuno Borges, 53.º, e Jaime Faria, 57.º, Machado destacou o percurso dos atletas no CAR, onde Faria e Rocha treinam há sete anos e Borges há cinco. “Acho que este é, digamos, o fruto do trabalho que temos vindo a desenvolver, toda a comunidade tenística. Começando no trabalho nos clubes, também no trabalho da federação e nos apoios que a federação dá a todos os níveis, acabando no Centro de Alto Rendimento, que é onde os atletas treinam.”

O responsável, antigo 59.º mundial, reconheceu que os resultados superaram as expectativas que tinha quando assumiu a liderança desta área, há dez anos. Além dos três jogadores de singulares, destacou Francisco Cabral, atual 27.º do mundo em pares. “Tenho um defeito, que é não olhar muito para trás, não olhar muito para o presente, quero mais e mais e acrescentar. Agora, se eu olhar para trás… há 10 anos que me propus liderar esta área, se calhar não diria que ia conseguir, em 10 anos, quatro jogadores top 100.”

Sobre os fatores por detrás do sucesso, Machado salientou a competência, a humildade e a capacidade de trabalho da equipa técnica. “Não há só um segredo, não há só uma razão, mas acho que, se tivesse que escolher, diria que é a junção daquilo que é a competência técnica com uma dedicação muito grande.”

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O capitão da Taça Davis acredita ainda que os portugueses podem superar o melhor ranking nacional de singulares, alcançado por João Sousa, 28.º mundial. “O Jaime tem 23 anos e já é o terceiro, portanto acho que há todas as condições para os recordes irem sendo batidos. Mas isso não retira nem pouco mais ou menos aquilo que é o valor dos resultados anteriores.”

Machado destacou, por fim, o papel pioneiro de Sousa, vencedor de quatro títulos ATP, na abertura de caminho para as novas gerações. “O caminho mais à vista, e isso faz diferença.”

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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