João Sousa acredita na reviravolta: «Já se viu muita coisa na Taça Davis»

Por Pedro Gonçalo Pinto - February 4, 2023
Créditos: Miguel Pinto/FPT

Mesmo depois de perder um encontro duríssimo de quase três horas, que deixou Portugal a perder por 2-0 nos Qualifiers para as Davis Cup Finals, João Sousa manteve-se firme na convicção de que a equipa das quinas pode dar a volta ao marcador diante da República Checa.

ANÁLISE AO ENCONTRO

Pouco e muito a dizer. O primeiro set foi mal perdido. Acho que fui superior a ele em todo o momento, as coisas caíram para o lado dele. No segundo set consegui gerir emocionalmente, andámos ali aos trambolhões no serviço, mas acabei o segundo set a jogar muito bem. Num terceiro set em que ele elevou um bocadinho o nível e depois de um jogo muito disputado, para aí 20 minutos, tive muitas oportunidades, uma delas próxima da rede, para estar por cima, ele fez o break e soltou-se um pouco. Depois fica mais fácil quando estamos por cima. Tentei, apesar da frustração, dar o meu melhor, mas não consegui vencer e é o que é.

Leia também:

COMO SE RECUPERA PARA JOGAR JÁ AMANHÃ

Da mesma maneira que fizemos nos últimos 16 anos. Não é algo novo. Antigamente era a cinco sets, felizmente agora é só a três. O Carlos e o André são grandes profissionais e vão ajudar-nos a recuperar a 100 por cento. Comer bem, descansar bem, para amanhã termos um dia importante pela frente. Nada está perdido. Não é bom estar 0-2, mas já se viu muita coisa na Taça Davis. O ambiente foi muito bom apesar das duas derrotas e é isso que queremos. Mais um dia com casa cheia, pessoas a apoiar e a vibrar connosco. Pode ser que ganhemos, por que não? São três jogos, um par, dois singulares, tudo pode acontecer.

NÍVEL NO PRIMEIRO SET

No primeiro set, o meu melhor nível foi muito bom e o dele também. Estava um pouco mais fresco, comecei a comandar, a ganhar 3-0. Perdi essa vantagem porque servi mal mas senti-me sempre superior a ele e o nível estava a ser muito bom. Tive muitas oportunidades, tive dois set points, um deles a servir. É o ténis. Independentemente disso, se tivesse perdido o segundo set 6-1 sentia-me culpado, mas não foi o caso. Estou obviamente triste pela derrota, mas dei tudo mais uma vez. O ténis é assim e agora é pensar pouco nisso e já para amanhã.

ESTADO FÍSICO

Estou bem. No segundo set houve algum cansaço só. O primeiro set foi 1h15, o encontro foi de três horas. Senti-me bem fisicamente e não acho que me tenha ido abaixo. Agora é recuperar ao máximo para tentar estar a cem por cento.

O ténis entrou na minha vida no momento em que comecei a jogar aos 7 anos. E a ligação com o jornalismo chegou no momento em que, ainda no primeiro ano de faculdade, me juntei ao Bola Amarela. O caminho seguiu com quase nove anos no Jornal Record, com o qual continuo a colaborar mesmo depois de sair no início de 2022, num percurso que teve um Mundial de futebol e vários Europeus. Um ano antes, deu-se o regresso ao Bola Amarela, sendo que sou comentador - de ténis, claro está - na Sport TV desde 2016. Jornalismo e ténis. Sempre juntos. Email: pedropinto@bolamarela.pt
Bola Amarela
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.