Wimbledon 2015: A relação (pouco pacífica) entre jogadores e Hawk-Eye

Por admin - Julho 11, 2015
LONDON, ENGLAND – JULY 01: Roger Federer of Switzerland looks on as a hawk eye review is displayed on screen behind him during his Gentlemen’s Singles fourth round match against Tommy Robredo of Spain on day eight of the Wimbledon Lawn Tennis Championships at the All England Lawn Tennis and Croquet Club on July 1, 2014 in London, England. (Photo by Jan Kruger/Getty Images)

Dez anos passaram desde que o Hawk-Eye se instalou confortavelmente no All England Club, tornando-se numa bem-vinda e conveniente muleta para os árbitros que foram tendo assento nos courts de Wimbledon. Mas nem todos viram, e veem, com bons olhos o olho que é suposto ver melhor do que todos os outros.

Roger Federer é um dos mais críticos em relação ao sistema eletrónico de arbitragem, não escondendo um certo desdém quando pede o challenger nos seus encontros, mas Andy Murray, em contrapartida, não só é a favor como diz se tratar de uma importante implementação.

Opiniões à parte, a verdade é que não há jogador que resista a chamar pelo olho de falcão quando em causa está uma bola duvidosa. A provar isso estão os números fornecidos pelo torneio inglês. Durante a primeira semana de Wimbledon (até à segunda terça-feira do torneio), foram pedidos 787 challengers, sendo que os embates entre compatriotas e amigos próximos são os menos dados a challengers.

No encontro entre Serena e Venus, por exemplo, apenas a mais nova das Williams se aventurou no pedido, em uma ocasião apenas (venceu). Já os quatro cabeças-de-série, não passaram uma ronda sem terem apelado pelo menos uma vez para o sistema eletrónico de arbitragem.

Os jogadores com mais olho para o olho de falcão

Um estudo realizado em provas ATP nas temporadas de 2006 e 2007 revelou que a taxa de sucesso global dos pedidos de challengers era de 40 por cento. Em Wimbledon, este ano, apenas 26 por cento das decisões do árbitro foram refutadas corretamente.

Sem sdfg

Dados atualizados dia 9 de julho, quinta-feira

As jogadoras com mais olho para o olho de falcão

ftyf

Dados atualizados dia 9 de julho, quinta-feira

Os jogadores mais amigos do olho de falcão

George Mather, professor da Universidade de Lincoln e autor do estudo levado a cabo pela ATP, defende que a experiência é um dos fatores importantes para o sucesso dos pedidos. “Há uma série de novos jogadores que usam o challenger de forma errada, baixando os números globais relativos à precisão dos jogadores”, refere, como se pode ler no site da BBC News.

fj

Dados atualizados dia 9 de julho, quinta-feira

As jogadoras mais amigos do olho de falcão

ds

Dados atualizados dia 9 de julho, quinta-feira

O pior challenger do torneio

Ana Ivanovic entrou em Wimbledon com tanta vontade de desafiar o árbitro e juízes de linha que usou um dos três challengers disponíveis por set para fazer isto:
https:\/\/bolamarela.pt//bolamarela.pt//twitter.com/WTAreactions/status/615522494951370752/photo/1

 O maior erro do olho de falcão?

A provar que a tecnologia também se engana está o episódio que decorreu durante o encontro entre Novak Djokovic e Bernard Tomic, na terceira ronda. O olho de falcão viu a bola fora, mas as imagens televisivas não deixam grandes dúvidas. Resultado: o erro valeu ao australiano um ponto de break perdido.

https:\/\/bolamarela.pt//bolamarela.pt//twitter.com/fastpoose/status/616993701710049280