Gastão Elias e João Sousa refletem sobre eventuais mudanças na Taça Davis

Um dos assuntos que mais tem estado em cima da mesa nas conferências dos jogadores a disputarem esta semana a Taça Davis é a eventual alteração no formato da competição. Novak Djokovic foi um dos jogadores de tempo que abordou mais recentemente o assunto, sugerindo alterações na prova para algo estilo “FIFA Taça do Mundo”, ao invés de ser disputado em vários fins-de-semana. Gastão Elias e João Sousa, que nos últimos anos mais horas de ténis têm acumulado em representação do país, também deram o seu parecer.

“Existe uma tradição na Taça Davis, e penso que é um confronto de interesses entre a ITF e a ATP”, começou por dizer o número um nacional. “A Taça Davis é uma competição muito exigente e há muitos jogadores que optam por não jogá-la, mas acredito que essas alterações têm a ver com o facto de quererem que todos os jogadores joguem. Penso que é mais por aí”.

Novak Djokovic, que venceu a prova em 2011, falou esta semana sobre o assunto onde explicou o seu ponto de vista e que alterações implementaria. Para já, a ITF está a estudar a muito provável passagem das eliminatórias para apenas dois dias e à melhor de três e não de cinco partidas, com novidades em agosto. Gastão Elias diz não se importar com os três dias de competição – até porque sexta-feira é um dos dias de maior afluência -, mas admite que talvez devam ser repensadas as datas em que a prova é jogada:

“Tenho pena que com este formato faça com que percamos um torneio, acho que isso podia ser ajustado um pouco melhor. Pensar melhor nas datas, nas semanas ao redor da Taça Davis. Porque em termos individuais e para a carreira de um jogador, sem dúvida que prejudica, é uma semana em que podíamos estar a competir e a ganhar pontos e portanto acho que se pudessem trabalhar melhor essa parte era bom”.

A próxima eliminatória de Portugal, cujo adversário e local está ainda por decidir, será disputada entre os dias 15 a 17 de setembro, uma semana depois da final do Open dos Estados Unidos. A equipa portuguesa dá por isso mesmo prioridade à terra-batida como escolha do piso pois, para além de ser favorável ao seu estilo de jogo, poderá levar muitos jogadores e optarem por não jogar a prova devido a uma mudança drástica de condições, tendo em conta o calendário ATP.

Foto: Fernando Correia/FPT

Sobre o autor
- Licenciado em Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa. Jornalista da GQ Portugal e colaborador do Bola Amarela desde novembro de 2011, pouco tempo depois de começar a seguir mais atentamente o mundo do ténis. Pretende nunca mais parar.

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