WHOOPS! Polémica tecnológica coloca Sinner e Alcaraz no centro do debate no Australian Open

Por José Morgado - Janeiro 26, 2026

O Open da Austrália 2026 está a ficar marcado por uma polémica inesperada que abalou os bastidores do torneio: a proibição do uso do dispositivo WHOOP, um sensor biométrico amplamente utilizado por vários tenistas de topo para monitorização física e recuperação. A decisão da organização surpreendeu e motivou reações públicas de jogadores como Jannik Sinner e Carlos Alcaraz.

A medida, justificada pelos organizadores com base na necessidade de proteger a integridade competitiva e evitar qualquer vantagem tecnológica em tempo real, foi comunicada a meio do torneio, apanhando jogadores e equipas técnicas de surpresa. O WHOOP, usado discretamente no pulso ou braço, recolhe dados sobre esforço, fadiga, recuperação e sono, sendo considerado por muitos atletas uma ferramenta essencial na gestão do corpo ao mais alto nível.

Jannik Sinner foi um dos primeiros a manifestar o seu desagrado, deixando claro que a decisão afeta a preparação diária. O italiano sublinhou que não se trata de obter vantagem durante o jogo, mas sim de compreender os sinais do corpo numa competição extrema como um Grand Slam, disputado sob calor intenso e elevada exigência física. “Há determinados dados que gostaríamos de acompanhar um pouco no court, não para uso em direto, mas para depois podermos ver após o jogo. São dados que também gostaríamos de usar em sessões de treino, porque permitem ver a frequência cardíaca, quantas calorias se queimam, todas essas coisas”.

Também Carlos Alcaraz reagiu com surpresa, admitindo que o dispositivo faz parte da sua rotina fora do court. O espanhol mostrou-se preocupado com o impacto da decisão na recuperação entre jogos, especialmente numa fase da temporada em que os limites físicos são constantemente testados.

Alguns jogadores foram obrigados a retirar o dispositivo já dentro do court.

O CEO da WHOOP reagiu entretanto nas redes sociais:

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com