Tsitsipas encontra caminho da final no Millennium Estoril Open

Por Susana Costa - Maio 4, 2019
Stefanos-Tsitsipas

Foram duas horas e 18 minutos de muito trabalho e afinco, numa tarde em que o calor não deu tréguas, até Stefanos Tsitsipas acabar com a solidez de David Goffin e se tornar no primeiro finalista da quinta edição do Millennium Estoril Open. O grego de 20 anos, número dez mundial, impôs-se pelos parciais de 3-6, 6-4 e 6-4, revelando-se superior nos momentos decisivos do embate, dirigido pela árbitro portuguesa Mariana Alves.

As bancadas encheram-se à espera de ver bom ténis, e foi bom ténis que tiveram. Tsitsipas foi quem entrou melhor no encontro, pressionando os jogos de serviço do seu adversário enquanto ‘limpava’ os seus facilmente, mas foi o belga de 28 anos quem chegou primeiro à quebra, no 4-2, levando a vantagem no marcador até ao final do set.

O segundo set trouxe uma troca de breaks, e seria Tsitsipas a manter-se na dianteira do marcador, com Goffin a reagir bem ao duplo break e a dispor de dois pontos para chegar ao 5-5. Deixou escapar a oportunidade e o tenista grego chegou-se à frente, fechando o segundo set com um ás.

Novo set, nova oportunidade para Goffin. No quarto jogo, beneficiou de três pontos de break para chegar à quebra e aos 3-1, mas voltou a falhar e, mais uma vez, o semifinalista do Open da Austrália não perdoou, seguindo embalado para a sua primeira final em território luso e a terceira do ano (depois de Dubai e Marselha, onde foi campeão).

Stefanos Tsitsipas, que no ano passado alcançou as meias-finais na prova ATP 250 portuguesa, perdendo para o campeão João Sousa, vai defrontar na final deste ano o vencedor da segunda meia-final, que coloca frente-a-frente o espanhol de 19 anos Alejandro Davidovich e o experiente uruguaio Pablo Cuevas.

 

Susana Costa
Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tal que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo e um Secundário dignamente enriquecido com caderno cujas capas ostentavam recortes de jornais do Lleyton Hewitt. Entretanto, ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.