Thiem assume que já não tem dores mas garante: «Não acho que possa ganhar o torneio»

Por José Morgado - Abril 24, 2022
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FOTO: Millennium Estoril Open

Dominic Thiem, ex-top 3 mundial e atualmente afastado da ribalta depois de quase um ano sem competir, está em Portugal para tentar voltar às vitórias (não vence um encontro no circuito desde maio de 2021) e encontrar algum do ritmo competitivo perdido nos últimos tempos. Feliz por encontrar bom tempo no nosso país (“os últimos dois torneios foram horríveis!”), o austríaco garante que não se sente em condições de vencer o torneio, mas deixa algumas mensagens positivas.

“As minhas expectativas são muito baixas, mas tenho estado a treinar muito bem nos últimos dias e já me sinto muito melhor aqui do que em Belgrado. Não acho que consiga ganhar o torneio, mas nesta altura cada treino e cada encontro são muito importantes”, confessou o austríaco, que descansa os seus fãs. “Estou sem dores e isso é importante. E, para além disso, joguei 2h30 em Belgrado e senti-me bem fisicamente. O meu corpo respondeu bem. Quero estar em forma em Roland Garros. Sei que não vou ganhar o torneio, mas quero ganhar uns encontros e se possível dar luta a algum tenista de topo. Em termos de conquistas, penso que só conseguirei lutar por elas na segunda metade de 2022”.

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Thiem tem um fisioterapeuta português — Carlos Costa, que também trabalha com as seleções nacionais, — e assume a sua importância. “Não o conhecia antes de começarmos a trabalhar mas estou muito contente que se tenha juntado à equipa. Tem sido muito importante neste caso”, confessou, antes de admitir a principal razão pela qual aceitou o wild card para vir jogar ao nosso país. “Inicialmente não queria jogar nesta semana, mas depois de falhar Marraquexe e Monte Carlo por causa da covid-19 achei que fazia sentido jogar esta semana. A minha família e melhores amigos estiveram de férias em Lisboa na semana passada e adoraram”.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 13 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: josemorgado@bolamarela.pt