Rui Machado: «Estamos tristes, mas de consciência tranquila»

Por Bola Amarela - Setembro 14, 2019
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Rui Machado, selecionador português assumiu este sábado o sentimento de tristeza da seleção, que perdeu frente à Bielorrússia (3-2) na eliminatória do Grupo 1 da da Taça Davis, defendendo que “Portugal já merecia uma vitória fora de casa”.

“Estamos tristes, mas sinto que todos estão de consciência tranquila, porque fizemos tudo o que estava ao nosso alcance. A entrega foi total e aquilo que se viveu, dentro e fora do ‘court’, foi mesmo Taça Davis. É pena não sairmos daqui com a vitória, já merecíamos uma vitória fora de casa, porque já demonstrámos que somos competitivos”, admitiu o selecionador português à Lusa.

Apesar da “melhor maneira de começar o dia decisivo”, criando “uma boa oportunidade para fechar a eliminatória no encontro de singulares com o número um português”, Rui Machado nota que João Sousa “teve pela frente um adversário que jogou e, sobretudo, serviu muito bem”.

“Fez muitos ases [12] e viveu muito à custa do serviço, o que não permitiu ao João entrar tanto no encontro. Foi só um ‘break’ num encontro que pendeu para o lado deles. É nestes momentos que jogar fora ou em casa na Taça Davis faz um pouco a diferença, como deu para ver com estes jogadores, que não são tão estáveis, e aqui, com o apoio do público e a jogar em casa, conseguiram ser mais consistentes do que o normal”.

Em relação ao encontro decisivo, com Ilya Ivashka, o capitão português disse que Pedro Sousa, embora tenha feito “um bom encontro, pagou caro o ‘break’ sofrido no primeiro ‘set’, com três erros cometidos no mesmo jogo, e acabou por perder no ‘tie-break'” da segunda partida.

“Muito provavelmente por falta de hábito nestes pisos e por ter de assumir o encontro taticamente. E, quando o fez, teve um pouco falta de sorte e saíram-lhe duas ou três bolas para fora, por muito pouco, o que fez pender a balança para o lado dos adversários”, analisou.

Além de lamentar a derrota, Rui Machado destacou “a disponibilidade e entrega dos melhores jogadores nacionais para representar o país, do João Sousa, pela dedicação ao longo destes dias, a capacidade de adaptação do Pedro Sousa, que fez um dos seus melhores encontros em piso rápido, do João Domingues e do Frederico Silva, que não jogou, mas é jovem terá essa oportunidade.”

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