Rinderknech e o duelo com Alcaraz: «Sei o que preciso de fazer para competir com ele»

Por José Morgado - Agosto 30, 2025
rinderknech

Arthur Rinderknech pode não ter o nome mais sonante do circuito, mas o francês está a provar no US Open que merece ser levado muito a sério. Aos 30 anos, alcançou pela primeira vez os oitavos de final de um Grand Slam, um resultado que lhe permitirá regressar ao top 60 mundial e aproximar-se do seu melhor ranking de sempre (42.º).

Em declarações ao L’Équipe, Rinderknech mostrou-se motivado e realista: “Enfrentei o número 1, o 2 e o 3 nos últimos Grand Slams. Prefiro encontrá-los em oitavos e não em primeiras rondas. Já joguei várias vezes com o Carlos, sei o que preciso de fazer para competir com ele. É um passo enorme, mas não me vou intimidar”.

O francês lembra ainda o duelo renhido em Queen’s 2023, onde levou Alcaraz ao tie-break do terceiro set: “Na altura consegui incomodá-lo. Sei que posso mostrar o meu talento outra vez”.

Apesar de reconhecer o favoritismo do espanhol, Rinderknech mantém a ambição: “Não me posso sentir favorito frente ao Carlos, mas tenho a mesma vontade de ir à procura da vitória. Ele e o Jannik são quase imbatíveis, mas vou dar tudo em campo”.

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com