Rafael Nadal: «Ainda não apareceu ninguém capaz de derrubar Sinner e Alcaraz»
Rafael Nadal é uma das vozes mais influentes do mundo do ténis, além de ser um dos maiores tenistas de todos os tempos. Durante a apresentação de seu novo documentário da Netflix, que estreia no próximo dia 29 de maio, o ex-número um do mundo destacou a falta de concorrência enfrentada atualmente por Jannik Sinner e Carlos Alcaraz , que dominam a seu belo prazer os principais torneios da modalidade.
No decorrer da era dos “Big Three”, Roger Federer, Rafael Nadal e, mais tarde, Novak Djokovic, encararam adversários de grande valia. O exemplo mais claro é Andy Murray, mas também houve outros nomes como Juan Martín Del Potro, Dominic Thiem e Stan Wawrinka que conquistaram títulos de Grand Slam numa época em que esse feito era visto como algo praticamente impossível (lá está… praticamente). Numa entrevista à agência espanhola EFE, o tenista natural de Manacor tocou precisamente neste ponto de análise, oferecendo uma visão muito clara e concisa em relação à fraturação de forças que se tem evidenciado cada vez mais no circuito atual.
“SINCARAZ” E A FALTA DE OPOSIÇÃO
Não gosto de dizer que há menos competição do que antes. Cada era é diferente. No momento, há dois jogadores que estão a fazer muita diferença em relação aos demais, e isso parece diminuir um pouco o valor deles, mas é o momento que estão a viver. Estou confiante de que jogadores jovens e entusiasmados surgirão e lhes darão trabalho. No ténis, é bom ter campeões consagrados como Jannik Sinner e Carlos Alcaraz, mas também é bom ter desafiantes, e hoje em dia parece que não há nenhum.
EXISTEM ARREPENDIMENTOS PELA FASE FINAL DE CARREIRA?
Esforcei-me o suficiente para chegar a este ponto da minha vida em paz, sabendo que fiz as coisas da maneira certa, e se não fiz mais, é porque não havia o suficiente para fazer, e é isso que me faz feliz hoje. Estar em paz, trabalhar em outras coisas na vida, aprender com outras pessoas e encarar esta parte da minha vida com entusiasmo. Eu gostaria de ter viajado mais com ele. Como a minha esposa e o meu filho estavam felizes, eu estava animado e tentei até perceber que não conseguia. Dei a mim mesmo o tempo recomendado pelos médicos para avaliar se eu realmente conseguiria me recuperar completamente da cirurgia. Quando vi que isso não era possível, decidi parar. Gostaria de ter viajado um pouco mais e que meu filho tivesse a oportunidade de conhecer melhor o mundo e vivenciar outros lugares? Sim, mas tudo bem.
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