Fritz: «Depois de Miami, a minha equipa disse-me que se eu fosse a Monte-Carlo não iam comigo»
PARIS. FRANÇA. Taylor Fritz abordou vários temas durante o Media Day de Roland Garros, desde a recuperação da lesão no joelho até à crescente insatisfação dos jogadores com os prémios monetários dos torneios do Grand Slam.
O norte-americano revelou que a recuperação está a evoluir de forma positiva, embora ainda sinta alguns efeitos do problema físico que o afastou de parte da temporada de terra batida. “O meu joelho sentiu-se bem na semana passada. Queria apressar o regresso e jogar Madrid e Roma, mas respeitei o tempo de recuperação recomendado. Ainda o sinto de vez em quando, mas os exames mostram melhorias”, explicou.
Fritz admitiu ainda que chegou a ponderar competir em Monte Carlo, mas foi travado pela própria equipa. “Depois de Miami, a minha equipa disse-me que, se decidisse jogar Monte Carlo, eles não viajariam comigo. Isso tornou a decisão muito mais fácil”, confessou.
Segundo o atual número quatro mundial, o regresso em torneios de terra batida foi uma escolha estratégica. “A decisão foi voltar na terra batida porque acreditamos que é melhor para o joelho”, revelou.
Fritz falou também sobre o movimento liderado por vários jogadores que pretende uma distribuição mais justa das receitas dos Grand Slams. “Temos sido muito pacientes com os nossos pedidos. É uma falta de respeito que tenham sido ignorados”, afirmou.
Apesar disso, afastou a hipótese de um boicote ao torneio parisiense. “Um boicote é algo muito sério e, pelo menos para mim, não é uma opção neste momento”, concluiu.
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