Pai de Djokovic ao lado de apoiantes de Putin: «Longa vida à Rússia»

Por José Morgado - January 26, 2023

Srdjan Djokovic, o polémico pai de Novak Djokovic, um dos melhores jogadores de ténis de todos os tempos e figura máxima do seu país, está envolvido em mais uma grande polémica. O sérvio foi filmado esta quarta-feira ao final da noite juntamente com apoiantes de Vladimir Putin, que utilizaram o encontro dos quartos-de-final entre Djokovic e o russo Andrey Rublev para passarem uma mensagem política de apoio ao líder russo e à invasão da Ucrânia que este lidera desde fevereiro de 2022.

Apesar de as bandeiras russas estarem banidas de Melbourne Park, tal como o símbolo ‘Z’ de apoio ao exército russo e à invasão à Ucrânia, manifestantes pro-Putin não só entraram no recinto como gritaram a bons pulmões “Sérvia”, “Rússia” e “Putin”. No vídeo, publicado num canal de Youtube pro-Putin, pode ouvir-se o pai do 21 vezes campeão de Grand Slam a dizer “Longa vida à Rússia”, antes de abandonar o local.

https://www.youtube.com/watch?v=1MCPYdm8kZM&feature=youtu.be

A polícia australiana anunciou nas últimas horas ter interrogado quatro homens sobre as bandeiras, tshirts [uma delas com o famoso ‘Z’ de apoio ao exército russo] e cânticos dos homens, que terão ainda ameaçado a equipa de seguranças do Australian Open quando estes tentaram demovê-los de tais atitudes. O momento em que os seguranças tenta expulsar os manifestantes é igualmente reportado no vídeo.

[VÍDEOS] Fãs gritam pela Rússia e por Putin após encontro de Djokovic

Djokovic, recorde-se, foi um dos primeiros jogadores a procurar ajudar os tenistas ucranianos que foram para a linha da frente no combate à invasão russa.

Tennis Austrália aconselha jogadores sobre a situação

Entretanto, a Tennis Australia reagiu a toda esta polémica nas últimas horas, assegurando ter aconselhado os jogadores e as suas equipas a serem cautelosos com qualquer tipo de associação a manifestantes, recordando que as bandeiras e adereços russos e bielorrussos permanecem banidos, mesmo que haja a possibilidade de alguns jogadores desses países (a competirem com bandeira neutra em Melbourne) chegarem à final da prova.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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