Nuno Borges aproveita oportunidade em Paris: «Tive bastante sorte»
Nuno Borges garantiu a presença na segunda ronda do Masters 1000 de Paris, depois de vencer o francês Moïse Kouamé, de apenas 17 anos, em dois sets, por 6-3 e 6-1. O tenista português, atual 49.º do ranking mundial, aproveitou da melhor forma a oportunidade que surgiu após ter sido repescado para o quadro principal como lucky loser.
O triunfo, conseguido em apenas uma hora e quatro minutos, permitiu ainda ao maiato alcançar duas marcas importantes: as 100 vitórias no circuito ATP e os 30 triunfos na presente temporada.
Em declarações ao Record, Borges explicou que não sentiu necessariamente menos pressão por ter entrado na competição como repescado, reconhecendo até alguma responsabilidade perante um adversário teoricamente menos cotado. “Entrei preparado para batalhar. (…) Senti um bocadinho mais a obrigação de ganhar, apesar dele estar a jogar em casa. Eu acho que, neste momento, sou um bocadinho melhor do que ele e sabia que se conseguisse fazer as coisas bem, se não ficasse nervoso e não me deixasse levar pelo público, poderia vencer”, afirmou.
O português revelou também que só ficou a saber que iria disputar o encontro durante o aquecimento, depois das desistências de Stefanos Tsitsipas e Alejandro Davidovich Fokina. Inicialmente, estava previsto que defrontasse Tien, mas um sorteio entre Borges e Vallejo acabou por determinar a sua entrada no quadro, com direito a jogar no court central. “Eu já estava pronto para eventualmente ter de jogar. Portanto, nesse aspeto acho que até tive bastante sorte. Foi o segundo jogo. Fiz a hora de aquecimento que eu provavelmente faria para jogar a essa hora”, explicou ao Record.
Borges arrasa prodígio francês e vence pela primeira vez no quadro principal em Paris
Sobre Kouamé, uma das jovens promessas do ténis francês, Borges destacou a capacidade do adversário para elevar o nível de jogo, mas também a dificuldade em manter essa intensidade ao longo do encontro. O português reconheceu ainda a pressão que acompanha a evolução de um jogador tão jovem.
Com a passagem à segunda ronda, Borges procura prolongar a participação em Paris e terminar da melhor forma a temporada de torneios em piso rápido coberto. “A confiança vai e vem e eu não posso estar à procura de muita confiança. Isso às vezes vem com as vitórias e eu não consigo controlar isso. Venho aqui à procura de oportunidades e dar o meu melhor em campo, como fiz o ano todo”, sublinhou.
Segue-se agora Karen Khachanov, um adversário que Borges conhece bem e com quem protagonizou uma batalha equilibrada em Wimbledon. “É um jogador que obriga a jogar muito, é muito consistente, serve bem e já foi muito feliz aqui neste torneio. Portanto, é um jogo bastante difícil. Agora acho que tenho algumas hipóteses. Vou à procura de ver se há dúvidas daquele lado”, concluiu.
O português procura agora somar mais um triunfo em Paris e dar continuidade a uma oportunidade que surgiu de forma inesperada.
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