Medvedev elogia Tsitsipas: «Não me surpreendia minimamente se conquistasse um Grand Slam»

Por Nuno Chaves - June 30, 2026
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Daniil Medvedev tem sido uma desilusão nos últimos Grand Slams, no entanto, o russo parece determinado em dar uma versão diferente em Wimbledon e a verdade é que entrou com tudo.

O antigo número um mundial, em conferência de imprensa, falou das dificuldades que tem em adaptar-se a cada superfície, analisou as particularidades da relva e deixou grandes palavras a… Stefanos Tsitsipas, em tempos um rival onde a relação estava longe de ser simpática.

Há sempre margem para melhorar. A movimentação, o serviço, a direita, o revés… No ténis, há sempre espaço para evoluir. É isso que procuro fazer em todas as épocas.

PARTICULARIDADES DA RELVA

Na relva não é fácil movimentar-se. Aliás, acho que esse não é um dos meus pontos mais fortes. Vemos o Jannik Sinner a deslizar e parece que nunca se vai magoar. Se eu tentasse fazer o mesmo, provavelmente acabaria lesionado. Já vimos alguns jogadores lesionarem-se nesta superfície e isso não é, de todo, o ideal. Movimentei-me muito bem e acho que isso fez a diferença. Trabalhei bastante com o meu preparador físico para adaptar a minha movimentação e o meu ténis à relva.

MUDAR DE SUPERFÍCIE

Vou ser sincero: odeio mudar de superfície. É por isso que quase sempre tento disputar um torneio antes de Wimbledon. Sei que o primeiro torneio em relva custa-me sempre imenso e, normalmente, jogo muito melhor no segundo ou então diretamente aqui. É preciso trabalhar muito a componente física, porque os movimentos e os músculos que utilizamos mudam completamente. Também é preciso ter muito cuidado com as lesões. No meu caso, a única solução é jogar. No primeiro dia em relva pensamos que é impossível competir bem duas semanas depois, mas, pouco a pouco, o corpo e a mente começam a adaptar-se. É tudo uma questão de repetição.

ELOGIOS A… TSITSIPAS

Nunca se sabe o que pode acontecer, mas quando um jogador já demonstrou esse nível significa que tem essa capacidade dentro de si. Não me surpreenderia minimamente que, daqui a duas semanas, um ano ou até cinco anos, conquistasse um Grand Slam ou a atingir umas meias-finais. Tem um grande serviço, uma direita extraordinária e joga muito bem junto à rede. É evidente que está a atravessar um período complicado e tem sentido dificuldades com o seu ténis, mas também não me surpreenderia que, de repente, reencontrasse o caminho e encadeasse uma série de grandes resultados.

Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.
Bola Amarela
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