Jaime Faria e a sua evolução: «Estou cada vez mais confiante que posso jogar cara a cara com estes grandes nomes»

Por Luísa Palmeira - July 19, 2026

ESTORIL, Portugal. Jaime Faria ocupa atualmente a posição 92 do ranking mundial, é o número 2 português e está a competir no Millennium Estoril Open pela terceira vez na carreira. Numa antevisão pré-torneio, Faria sentou-se com os jornalistas no Estoril e falou da preparação para terra este ano, a diferença de jogar em casa, e a recente vitória frente a um dos ídolos, Stan Wawrinka.

Sinto-me bem, muito confiante com os meus resultados esta época, tem sido uma época em crescente, tanto em resultados como tenisticamente. Sinto que o meu jogo esta a começar a encaixar. Já começo muitas vezes, ou mais vezes, a trazer o nível de treino para o campo, para o jogo. Sinto-me confiante, já tenho uma semana de treino, uma semana de terra, e não venho a seco da relva. Já fiz também uma boa época de terra antes de Wimbledon e sinto-me a competir bem. Isso é o mais importante. É verdade que é um torneio em casa – as expectativas às vezes são um pouco diferentes e mesmo jogar com o público a favor é sempre um pouco diferente do que é  jogar fora de casa. Portanto, são algumas coisas que eu tenho de me adaptar e usá-las a meu favor.

A estreia frente a Van De Zandschulp
Nunca joguei contra ele. Botic é um jogador que não precisa muitas apresentações, joga bem, já ganhou aos melhores do mundo. Já está nisto há muito mais tempo do que eu. É um jogador experiente, portanto, é jogo que vai ser muito exigente, mas é esse tipo de jogador que eu tenho que ganhar, se quiser ir longe em torneios, mais cedo ou mais tarde eu vou ter que defrontá-los. Sinto-me confiante com o meu jogo e acho que posso causar muita mossa no jogo dele. Ainda assim, vai ser um jogo de taco a taco desde o início ao fim, e há que estar desde o início muito ciente das capacidades dele e ir também adaptando-me ao jogo, e tentar utilizar a máxima energia do do público a meu favor.

A preparação para a Terra Batida
Eu fui à América do Sul jogar os torneios ATPs e depois decidimos que vamos continuar ali, não ir para os ATP 1000, e chegar à Europa com um ritmo diferente dos outros e com aquele tempo extra na terra, aquela manha que se ganha estar mais tempo numa superfície e correu bem. Acho que fiz uma muito boa época, muito competente. E não se perde com um mês ou três semanas de relva. Portanto, a semana anterior foi um bocado particular, porque era em altitude, mas já voltei às características desta superfície e sinto-me confiante. Sinto que o meu jogo aqui no Estoril pode encaixar muito bem.
Eu o ano passado [no Estoril] não me sentia tão bem fisicamente, também com menos jogos nas pernas, vinha de lesão, não foi a mesma fase com que cheguei agora ao torneio, portanto boas expectativas, mas há que também saber geri-las bem e ir para o campo e saber utilizar a minha manha de ter muitas semanas na terra que os jogadores de alto ranking aqui talvez nao têm.

A vitória sobre o ídolo Wawrinka
O Stan é uma lenda deste desporto e poder defrontá-lo antes que ele se retire… É daqueles jogadores que se quer defrontar quando estás a crescer como miúdo, vê-se que eles continuam no circuito, continuam a adiar e conseguem ter alto nível, por isso é que conseguem jogar até esta idade. E foi uma experiência única, porque defrontei-o em casa, com um público muito respeitoso, mas com muita energia de ver uma das suas lendas e foi um jogo que me realizou bastante. E depois pronto, a segunda ronda – o Casper já o tinha defrontado na Noruega, mas desta vez eu senti que tinha capacidade de vencer o jogo. Não consegui, mas lá está, mais um jogo de alto nível e são experiências que vou somando para o meu ténis, para a minha carreira, que me deixam cada vez mais confiante que posso jogar cara a cara com este tipo de jogadores e com estes grandes nomes do ranking.

 

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