Nuno Borges: «Não jogo pela atenção, mas é bom ter 50 pessoas à minha espera depois do treino»
Nuno Borges volta a jogar o Millennium Estoril Open como o número 1 português, e procura nesta edição de 2026 o seu segundo titulo da carreira, e o seu segundo título num ATP 250. Esta tarde Borges passou pela sala de conferência de imprensa e fez uma antevisão do torneio, explicou a diferença das condições e qual é o sentimento de ser uma referência.
VOLTAR AO ESTORIL OPEN
“Sinto-me bem, tenho jogado bom ténis e felizmente com poucas mazelas. As minhas expectativas continuam bem assentes na terra, apesar gostar mais de ganhar nesta semana do que nas outras, vou tentar usar isso a meu favor, acho que tenho feito bons jogos aqui, muito por causa disso. Apanhar um qualifier na primeira ronda nem sempre é fácil, mas sempre de mente aberta e pronto para tudo no jogo”.
DIFERENÇA DE CONDIÇÕES
“Já fiz um treino e posso dizer que as condições são bastante diferentes de Bastad, as bolas são diferentes, aqui está mais calor, lá não havia tanto vento. Mas nada de novo já conheço estas condições”.
ESTORIL OPEN NUMA DATA DIFERENTE
“Torna o torneio diferente, não estamos acostumados a jogar o Estoril Open nesta altura do ano, mas não senti grande diferença. Não está assim tanto calor, acho que já joguei em condições parecidas aqui no Estoril, portanto não muda muito. Joguei a semana passada em terra batida, não era a mesma terra mas ajuda sempre um bocadinho, principalmente com duas vitórias na semana passada”.
“It’s not just bias”.
Nuno Borges says that the @EstorilOpen is one of the best ATP 250 in the world and explains why! 🇵🇹❤️ pic.twitter.com/xSfzayeA2o
— Millennium #EstorilOpen (@EstorilOpen) July 19, 2026
ADAPTAÇÃO A TERRA DEPOIS DA RELVA
“A minha maneira de jogar na relva agora também é diferente, sentia me um bocado atrofiado nas pancadas, não as jogava com tanta força. E de repente vinha para a terra batida e tinha que jogar com mais genica, as vezes faltava as pernas e força nas pancadas. Acho que com o tempo também aprendi a transicionar melhor de um piso para o outro, ano após ano. Na minha opinião é das transições mais difíceis, é um ténis mais físico, não é que relva não o seja mas é de uma maneira diferente. Acabamos por jogar mais em baixo, e com o serviço e a primeira bola. Aqui as condições estão rápidas, a bola está a picar muito. De repente estou a jogar muitas bolas acima do nível do ombro, o que em relva é muito difícil de acontecer”.
SER UMA REFERÊNCIA
“Nunca andei a jogar ténis pela atenção, veio tudo muito depois de eu realmente perceber o que era ser jogador de ténis. Hoje saí do treino e tinha 50 pessoas à minha espera para tirar fotos. Eu não jogo para isso, mas é bom ter essa atenção, dá-me muita confiança e motivação. É incrível verem me como um exemplo, sinto um orgulho enorme em ver as crianças todas a chamarem-me, ainda hoje um veio ter comigo e deu-me o meu cromo. É especial porque também já fui criança, mas também acho bem outros jogadores portugueses começarem a aparecer, e é bom para o crescimento do ténis português. Acho que merecemos um bocado mais de atenção, acho que para o quão pequeno somos, ter dois jogadores no top 100 é realmente incrível. Essa é a grande parte positiva de tudo isto, um Estoril Open com 6 jogadores no quadro principal é muito positivo”.
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