Gaudenzi quer revolucionar o ténis: presidente do ATP defende fusão total e aponta a milhares de milhões perdidos
Andrea Gaudenzi voltou a lançar uma ideia que promete agitar os bastidores do ténis mundial. O presidente da ATP assumiu publicamente que acredita numa fusão entre os circuitos masculino e feminino, os quatro Grand Slams e a Federação Internacional de Ténis, defendendo que a atual fragmentação está a impedir o desporto de atingir todo o seu potencial económico.
Em entrevista ao Financial Times, o dirigente italiano argumentou que o ténis está a desperdiçar receitas por falta de coordenação entre entidades e considera que um modelo mais integrado poderia duplicar ou até triplicar os atuais cerca de 3.500 milhões de dólares gerados pela modalidade. “Continuamos demasiado fragmentados, somos demasiado lentos e há demasiadas lutas internas. Estamos demasiado focados em perceber que fatia do bolo pertence a cada um em vez de fazer crescer o bolo no seu conjunto”, afirmou.
Gaudenzi acredita que o desporto precisa de uma estrutura mais moderna e alinhada, incluindo uma relação diferente com os jogadores. “O ténis está subvalorizado. Existe uma enorme oportunidade para aumentar a sua rentabilidade. O desporto precisa de criar uma plataforma integral que permita adaptar-se, inovar e preparar-se para os próximos 10 anos”, explicou.
Sobre as recentes tensões financeiras entre jogadores e torneios, deixou também uma mensagem clara: “Queremos que os jogadores sejam parceiros. Neste momento existe uma relação desconfortável porque funcionam como contratantes independentes.”
O dirigente confirmou ainda abertura à entrada da Arábia Saudita no calendário com um Masters 1000 a partir de 2028, assumindo que o Médio Oriente vê o ténis como uma das grandes propriedades desportivas para investir no futuro.
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