Gastão Elias e Tiago Pereira com dia amargo em Vila Real de Santo António

Por Pedro Gonçalo Pinto - Fevereiro 21, 2026

As esperanças de haver tenistas portugueses no último fim-de-semana do 8.º Open Internacional de Ténis de Vila Real de Santo António saíram frustradas devido aos infelizes insucessos de Gastão Elias e Tiago Pereira. Ambos perderam nos quartos-de-final de singulares e o tenista algarvio passou ainda perto de atingir a final de pares, mas a sorte não quis nada com os jogadores lusos.

Elias (387.º no ranking mundial) sofreu uma rotura no bicep femoral, junto ao joelho direito, ao dirigir-se para uma bola mais curta, quando o britânico Lui Maxted (454.º) servia para se manter na discussão do primeiro set. Com a sua experiência, o tenista de 35 anos percebeu de imediato que tinha de parar, com apenas 51 minutos de jogo.

“Mais uma lesão muscular, na parte posterior da côxa direita – acho que à oitava é de graça. Estava um jogo mais ou menos controlado, a ganhar por 5-3, corri para uma bola que nem sequer era muito difícil de chegar (até ganhei o ponto), senti uma fisgada na perna e, como já sei exactamente o que é, sabia que não valia a pena continuar. Nunca tinha tido neste local, só faltava este músculo para fazer o ‘check’ completo. Como sempre, vai demorar no mínimo dois, três meses até estar bem outra vez: parar, fisioterapia, várias semanas de treino, com carga e depois disputar torneios para ganhar ritmo. No mínimo três meses, para voltar a disfrutar”, adiantou Elias, ex-57.º do ranking mundial.

Ao mesmo tempo, no court 1, Tiago Pereira (268.º) batalhava com o cabeça de série n.º5, o belga Gauthier Onclin (317.º), mas ao fim de um hora e 50 minutod, o tenista português cedeu: 6-2, 3-6 e 6-1.

“Ele jogou bastante bem do fundo do campo, respondeu bem, foi um encontro equilibrado, apesar dos parciais do primeiro e terceiros sets. No segundo consegui dar a volta, mas no terceiro set, faltou-me alguns primeiros serviços”, reconheceu o cabeça de série n.º3.

Tiago Pereira foi o último representante português na prova de pares, onde fez dupla com Mansouri Skander, ex-54.º no ranking mundial da variante, mas o par luso-tunisino deixou escapar uma vantagem de 6/3 no ‘match tie-break’ e foram os britânicos Lui Maxted/Finn Murgett a vencerem, por 2-6, 7-5 e 10/8.

“Acontece a toda a gente, há dias menos bons. Eles são dois jogadores excelentes, já tinha perdido com um deles duas vezes aqui. Não foi surpresa, também podíamos ter ganho, mas eles estiveram melhores que nós”, disse o tenista algarvio que sai de Vila Real de Santo António num tom positivo: “Estou no caminho certo e agora é tentar seguir nesse caminho.”

Na primeira meia-final (11 horas) do torneio da categoria M25, dotado com um ‘prize-money’ total de 30 mil dólares (25 mil euros). e pontuável para o ranking mundial, Maxted vai defrontar o italiano Raul Brancaccio (407.º), que afastou o segundo mais cotado da prova, o japonês Kaichi Uchida (240.º), com um duplo 6-3.

Já Onclin repete a meia-final da semana passada nos mesmos courts do Clube de Ténis de Vila Real de Santo António., onde chegou depois de ter perdido os primeiros quatro encontros realizados esta época. Na segunda meia-final, terá como adversário Max Basting (367.º), que no duelo 100% britânico, vencia por 6-3, 3-0, quando Ryan Peniston (231.º e cabeça de série n.º1) acabou por retirar-se devido a uma lesão no pulso direito.

Leia também:

 

O ténis entrou na minha vida no momento em que comecei a jogar aos 7 anos. E a ligação com o jornalismo chegou no momento em que, ainda no primeiro ano de faculdade, me juntei ao Bola Amarela. O caminho seguiu com quase nove anos no Jornal Record, com o qual continuo a colaborar mesmo depois de sair no início de 2022, num percurso que teve um Mundial de futebol e vários Europeus. Um ano antes, deu-se o regresso ao Bola Amarela, sendo que sou comentador - de ténis, claro está - na Sport TV desde 2016. Jornalismo e ténis. Sempre juntos. Email: pedropinto@bolamarela.pt