Ganhar títulos a salvar match points? Federer fica longe de Nadal e Djokovic… com Sousa ao barulho

Por Pedro Gonçalo Pinto - Fevereiro 8, 2022
Foto: EPA

Conquistar títulos ATP é algo notável para qualquer tenista no Mundo, mas fazê-lo quando, durante essa caminhada, se fica a um ponto da derrota ainda é mais especial. Esse já é um feito de que não há tantos tenistas que se possam orgulhar, pelo que os que o já fizeram várias vezes apresentam uma verdadeira galeria de campeões com nome de gabarito.

À boleia do portal espanhol ‘Punto de Break’, constatamos que esta é mais uma estatística em que os suspeitos do costume estão no topo. Analisando este dado no século XXI, Rafael Nadal Novak Djokovic apresentam-se na frente, cada um com sete títulos conquistados depois de salvar match points em algum momento do torneio. Nadal fê-lo em Roma’2006, Indian Wells’2009, Tóquio’2010, Rio de Janeiro’2014, Pequim’2017 e por duas vezes na época passada: Barcelona e Roma.

Quanto a Djokovic, o sérvio operou o milagre pela primeira vez em Viena’2007, sendo que já o alcançou em momentos míticos, com destaque para US Open’2011 e Wimbledon’2019, este último o ‘tal’ encontro em que esteve a perder por 40-15 no serviço de Federer. De resto, celebrou os títulos de Basileia’2009, Xangai’2012, Doha’2017 e Dubai’2020 desta maneira.

Mais longe surge Roger Federer, ‘apenas’ no grupo dos quartos classificados, com quatro títulos após salvar match points, tal como Juan Carlos Ferrero, Nikolay Davydenko John Isner. O helvético de 40 anos já não consegue este feito há algum tempo, uma vez que os títulos que celebrou nestas circunstâncias foram os do Dubai’2005, Halle’2006, Xangai’2014 e Miami’2017.

Entre Federer e os dois rivais do Big Three estão Andy Murray (6) e Andy Roddick (5), enquanto o grupo dos três títulos conta com… João Sousa! O português celebrou em Kuala Lumpur’2013, Estoril’2018 e Pune’2022 a operar milagres, juntando-se a um elenco que conta com David Ferrer, Ivo Karlovic, Ivan Ljubicic, Lucas Pouille Sam Querrey.

O ténis entrou na minha vida no momento em que comecei a jogar aos 7 anos. E a ligação com o jornalismo chegou no momento em que, ainda no primeiro ano de faculdade, me juntei ao Bola Amarela. O caminho seguiu com quase nove anos no Jornal Record, com o qual continuo a colaborar mesmo depois de sair no início de 2022, num percurso que teve um Mundial de futebol e vários Europeus. Um ano antes, deu-se o regresso ao Bola Amarela, sendo que sou comentador - de ténis, claro está - na Sport TV desde 2016. Jornalismo e ténis. Sempre juntos. Email: pedropinto@bolamarela.pt