Os números com o meu serviço foram bastante maus. Mas pronto, brincadeiras à parte, ele é um grande campeão. Não perde um jogo desde Indian Wells, acho eu. Está a jogar de forma incrível, com muita confiança. Bate na bola de forma muito limpa de ambos os lados e, além disso, está a servir muito bem. O primeiro set foi muito bom para ele e bastante duro para mim. Tive de me adaptar à velocidade da bola dele, é diferente quando jogas um jogo completo contra ele. Já joguei contra grandes adversários, mas isto é diferente. Quando entro em campo contra ele sinto que estou a jogar um grande ténis, mas não é suficiente.
O QUE TIRA
É verdade que saio do jogo com bastantes respostas às minhas perguntas. Para além do serviço, no fundo do campo, no primeiro set ele esteve por cima. Era um ritmo a que não estava habituado nesta fase de terra batida. Depois, no segundo set, consegui encontrar soluções, variar um pouco mais e estar mais sólido com a esquerda. Isso foi melhor. Mas ele é um campeão, leva imensas vitórias consecutivas, por isso não é fácil. É mais uma experiência. Quando voltarmos a defrontar-nos, espero que seja novamente numa meia-final, final ou quartos de final de um grande torneio e espero ter aprendido com esta derrota e conseguir fazer um jogo melhor.
DESEJO PARA O FUTURO
Tenho de jogar mais jogos a este nível, contra os dois, três, quatro ou cinco melhores do mundo, para me habituar. Para já, tenho feito bons jogos e contra bons adversários, mas ainda não são os melhores. Quando me habituar, então poderemos falar de grandes jogos a sério. Para já, tudo isto são experiências novas. Faz parte do percurso.