Rune afirma: «Quero ser lembrado como o primeiro dinamarquês a vencer todos os Grand Slams»
O ex-top 10 mundial Holger Rune (atual 39.º) está prestes a fazer uma das recuperações mais impressionantes deste século. O tenista dinamarquês de 23 anos, que fez uma rotura total do tendão de aquiles no passado mês de outubro, aparece com o seu nome inscrito no ATP 500 de Hamburgo, prova que arranca daqui a sensivelmente duas semanas, e isso pode também significar a presença em… Roland-Garros, segundo Major da temporada.
Numa extensa entrevista concedida ao The Free Press Journal, Rune, que logrou uma trajetória assinalável no circuito júnior e se apresentou com um dos jovens mais promissores da sua geração, relembrou os primeiros tempos após a lesão, as principais dificuldades na fase inicial da recuperação e partilhou ainda alguns objetivos para o futuro, revelando no discurso uma ambição muito grande e um desejo desmedido de atingir a elite.
DESEJO DE FAZER HISTÓRIA PELO PAÍS
Na Dinamarca, eu esperava revitalizar o ténis masculino, que estava perdendo popularidade em comparação com o futebol e o handebol. Acho que já consegui isso, aumentando o interesse pelo desporto. Estão a aparecer mais miúdos agora, o que é fantástico. Olhando para o futuro, espero proporcionar às pessoas uma ótima experiência. Não é fácil de explicar, mas o cenário ideal seria que todos os espectadores sentissem as mesmas emoções que eu, como se estivéssemos a vivenciar essa aventura juntos. A única coisa original no ténis é a personalidade, o que trazemos para o court e a emoção que partilhamos com quem nos assiste. Então, além de ser lembrado como o primeiro dinamarquês a vencer todos os Grand Slams, isso está na minha lista de desejos. É a nossa entrega em court que faz unir as pessoas que nos vêem.
RECORDAÇÕES DA TRÁGICA LESÃO
Você não imagina o que é se ver repentinamente incapaz de andar. Em dezembro, eu não conseguia andar. Não conseguia apoiar o peso na perna de jeito nenhum. O aspeto físico é uma coisa, mas ver a sua vida inteira desaparecer de repente é outra, e eu amo a minha vida. Não é algo que eu desejaria nem para o pior inimigo. Lesões destas são terríveis. Não há muito mais a dizer. Tenho certeza de que aprendi muito e senti muito a falta do ténis. É muito simples: eu amo o ténis e amo competir.
GERAÇÃO DO BIG THREE
No início, eu torcia pelo Nadal, depois fui pelo Federer e, por fim, para o Djokovic. Esses três jogadores continuam a ser uma grande fonte de inspiração para mim. Costumo assistir aos jogos deles e ainda me impressiono. Eles são tão diferentes uns dos outros. Dá para aprender muito com cada um deles.
O RÓTULO DE “BAD BOY”
Muitas vezes não entendo o facto de as pessoas se surpreenderem com o quão relaxado eu sou. É como se elas pensassem que estou sempre a dar o meu melhor. Normalmente, dou tudo de mim quando jogo uma partida ou treino. Fora do court, no entanto, sou muito calmo e equilibrado.
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