Domingues: «Fui superior a Tsitsipas em certos momentos do encontro. Estou chateado»

Por Susana Costa - May 3, 2019
Joao-Domingues

“Triste” e “chateado”. João Domingues deixou as meias-palavras de lado e abriu o jogo na sala de imprensa do Millennium Estoril Open, logo após a derrota que vendeu cara a Stefanos Tsitsipas, nos quartos-de-final da prova ATP 250 nacional.

“Tive demasiadas oportunidades e não as aproveitei, e estou chateado por isso”, começou por assumir o terceiro melhor português da atualidade. “Tinha o jogo na mão, dependia de mim e não do outro. E, quando assim é, eu e a minha equipa ficamos tristes com a derrota”.

Faltou, insistiu, “ter aproveitado as oportunidades, que foram muitas, mesmo muitas. A servir a 5-4, com 30-0 a favor, tinha o ponto na mão, uma bola fácil e falhei”, apontou o Jogador de Oliveira de Azeméis, revelando que “esse ponto fez diferença”.

“Fiquei a pensar nele e não consegui ultrapassá-lo mentalmente, logo. Mas não foi só por isso que perdi o encontro”. Até por que do outro lado estava um jogador “que sabe gerir bem o encontro, que sabe o que está a fazer e do que está à procura”.

“Colocou-me em situações desconfortáveis, mas também tive a capacidade de estar ao mesmo nível ,e fui superior a ele em certos momentos do encontro. Não aproveitei, ele aproveitou. Foi melhor nos momentos decisivos”, analisou o oliveirense de 25 anos, que alcançou esta semana os primeiros quartos-de-final da carreira em provas ATP.

Domingues quer, agora, “virar a página”, seguindo-se na sua agenda os Challengers de Braga e Lisboa e, depois, Roland Garros. “Saio daqui a acreditar mais em mim. Estou a colher os frutos de todo o trabalho e isso é reconfortante, mas quero mais, ambiciono sempre mais”.

Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tal que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo e um Secundário dignamente enriquecido com caderno cujas capas ostentavam recortes de jornais do Lleyton Hewitt. Entretanto, ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.
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