Cumprimento gelado e palavras a mais: Osaka pede desculpa após polémica com Cirstea

Por José Morgado - Janeiro 22, 2026

Houve tensão e polémica no encontro entre Naomi Osaka e Sorana Cirstea no Australian Open, num episódio que rapidamente se tornou um dos temas mais comentados do dia no torneio.

O drama começou durante o encontro, quando Cirstea demonstrou incómodo com o hábito de Osaka de se automotivar em voz alta — os conhecidos “come on” — entre o primeiro e o segundo serviço da romena. Embora esta prática seja comum na japonesa, Cirstea entendeu que o momento em que Osaka o fazia era perturbador e chegou mesmo a queixar-se à árbitro.

O clima ficou ainda mais evidente no cumprimento à rede, que foi frio e distante. Questionada logo depois, na entrevista em court, sobre o que tinha sido necessário para ultrapassar um encontro tão difícil, Osaka respondeu de forma irónica: “Aparentemente, muitos ‘come on’ que a deixaram irritada. Seja como for, ela é uma grande jogadora. Penso que este foi o último Australian Open dela. Lamento que tenha ficado zangada.”

As palavras da japonesa geraram reacções imediatas Consciente da controvérsia, Osaka acabou por voltar atrás e pedir desculpa publicamente. “Sendo honesta, nunca estive envolvida em nada assim antes”, explicou. “Não sei se isto é algo que deve ficar apenas em court e depois agirmos como se nada tivesse acontecido. Estou um pouco confusa, mas percebo que as emoções estavam muito elevadas para ela.”

A japonesa reconheceu que poderia ter escolhido melhor as palavras após o encontro. “Também quero pedir desculpa. Acho que as primeiras coisas que eu disse na entrevista em court foram desrespeitosas. Não gosto de faltar ao respeito às pessoas. Isso não faz parte de mim.”

Osaka esclareceu ainda que a sua automotivação nunca teve como objectivo distrair a adversária. “Quando me estou a motivar, na minha cabeça não estou a pensar: ‘Agora vou distrair a outra jogadora’. É algo puramente para mim.”

O episódio terminou com um pedido de desculpas e um lembrete de como, nos grandes palcos do ténis, as emoções intensas podem transformar pequenos gestos em grandes polémicas.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com