Coco Gauff diz qual foi o erro que cometeu na carreira e mostra-se ambiciosa

Por Pedro Gonçalo Pinto - May 12, 2023

Coco Gauff é a número cinco do ranking WTA com apenas 19 anos, mas foi desde ainda mais jovem que começou a brilhar no circuito principal. Recentemente, a norte-americana atravessou alguns encontros menos positivos, sendo que reconheceu isso de forma descomplexada em Roma, onde deu um pontapé na crise e arrancou com uma exibição arrasadora frente a Yulia Putintseva.

MUITA AMBIÇÃO

É puro instinto, tenho de continuar a fazer as coisas desta maneira, já tive muito sucesso a jogar assim. No fim, o objetivo não é ser apenas top 10 para sempre. Quero ser número um e ganhar Grand Slams. Para chegar ao nível seguinte devo tomar essas decisões, então estou a treinar a minha mente para as tomar. Sentes-te muito melhor quando te comprometes com o processo.

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OBJETIVO PARA A TERRA BATIDA

Quero continuar a melhor. O objetivo em termos de resultados é ganhar Roland Garros. É o que sinto, como o resto das jogadoras no quadro. Este ano estamos a trabalhar muito para mudar a minha forma de jogar, sinto que é um ano crucial para mim. Quero voltar a aprender e treinar para ser mais agressiva. Comecei isto em juniores, quando fiz a transição para profissional. Mesmo que tivesse apenas 15 anos, não me vi fraca. Mas foi aí que comecei a ficar atrás da linha de fundo e correr para todo o lado, ser agressiva só quando podia, enquanto em juniores tirava as adversárias do court. Agora penso nisso e devia ter-me comprometido em ser mais agressiva desde o início.

NADAL E ROLAND GARROS

Não acho que ele precise de encontros, embora esteja segura de que preferia ter feito alguns antes. O que tem em Roland Garros é algo especial. Lembro-me que no ano passado teve problemas, não parecia que ia chegar preparado e até cometi o erro de duvidar dele. O que vimos foi que chegou à final e ganhou em três sets. É simplesmente o GOAT nesse sentido, o GOAT em terra batida, alguém que não podes subestimar. Para o torneio seria uma má notícia se não jogar, o quadro masculino abriria muitíssimo. Se jogar, estou certo de que será uma grande ameaça.

O ténis entrou na minha vida no momento em que comecei a jogar aos 7 anos. E a ligação com o jornalismo chegou no momento em que, ainda no primeiro ano de faculdade, me juntei ao Bola Amarela. O caminho seguiu com quase nove anos no Jornal Record, com o qual continuo a colaborar mesmo depois de sair no início de 2022, num percurso que teve um Mundial de futebol e vários Europeus. Um ano antes, deu-se o regresso ao Bola Amarela, sendo que sou comentador - de ténis, claro está - na Sport TV desde 2016. Jornalismo e ténis. Sempre juntos. Email: pedropinto@bolamarela.pt
Bola Amarela
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