Ben Shelton: «A relva é a superfície mais difícil para responder ao serviço»

Por Pedro Gonçalo Pinto - June 27, 2026
shelton

Ben Shelton chega a Wimbledon com a confiança de quem acredita ter encontrado a peça que faltava para ser ainda mais perigoso na relva. Conhecido por um dos serviços mais poderosos do circuito, o norte-americano garante que a evolução na resposta tem sido a sua grande prioridade e acredita estar preparado para enfrentar qualquer desafio no All England Club.

“Durante os últimos dois anos, a resposta ao serviço foi uma prioridade enorme para mim. Acho que melhorei muito. Não se trata apenas da resposta, mas também dos dois golpes seguintes, que são muito importantes”, começou por explicar.

Shelton reconhece que a relva coloca dificuldades muito particulares aos jogadores que respondem ao serviço, mas acredita que o trabalho realizado começa a dar frutos: “A relva é provavelmente a superfície mais difícil para responder ao serviço. A verdade é que joguei contra muitos grandes servidores nas últimas semanas e sinto que estou preparado.”

O norte-americano considera que os encontros nesta superfície acabam quase sempre por ser decididos nos detalhes e explica onde pretende fazer a diferença. “Se um jogador está a servir muito bem na relva, provavelmente vai manter o serviço contra praticamente qualquer adversário. O objetivo passa por aproveitar as poucas oportunidades que aparecem durante um encontro. Ganhar um ponto aqui ou ali, aproveitar as respostas aos segundos serviços e ser decisivo nos tie-breaks é o mais importante”, referiu.

Shelton também fez questão de destacar a evolução estatística desde que chegou ao circuito ATP. “Se olharmos para as minhas estatísticas de resposta ao serviço, a diferença é enorme. Antes estava muito abaixo da média dos jogadores do top-100. Agora estou perto da média do top-50 em muitos indicadores”, rematou.

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O ténis entrou na minha vida no momento em que comecei a jogar aos 7 anos. E a ligação com o jornalismo chegou no momento em que, ainda no primeiro ano de faculdade, me juntei ao Bola Amarela. O caminho seguiu com quase nove anos no Jornal Record, com o qual continuo a colaborar mesmo depois de sair no início de 2022, num percurso que teve um Mundial de futebol e vários Europeus. Um ano antes, deu-se o regresso ao Bola Amarela, sendo que sou comentador - de ténis, claro está - na Sport TV desde 2016. Jornalismo e ténis. Sempre juntos. Email: pedropinto@bolamarela.pt
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