Andreeva elogia Conchita Martínez: «Sabe sempre o que dizer»

Por José Morgado - May 25, 2026
Andreeva

PARIS. FRANÇA. Mirra Andreeva iniciou a sua campanha em Roland Garros 2026 com uma vitória convincente sobre a francesa Fiona Ferro, por 6-3 e 6-3, mas admitiu que o resultado não refletiu totalmente a batalha mental que travou antes do encontro. A jovem russa revelou que os nervos marcaram as horas que antecederam a estreia em Paris, destacando o papel fundamental da treinadora Conchita Martínez.

“A Conchita consegue sentir os meus nervos mesmo quando eu ainda não percebo que estou nervosa”, confessou Andreeva. “Antes do jogo estava um pouco rabugenta, com muitas oscilações de humor. Ora queria estar sozinha, ora falava com toda a gente. Ela percebeu imediatamente o que se passava e fez-me um discurso muito inspirador antes de entrar em campo.”

A número seis mundial não escondeu a admiração pela espanhola, com quem tem construído uma das parcerias mais bem-sucedidas do circuito. “Estou muito feliz por ela me conhecer tão bem. Sabe sempre o que dizer no momento certo e percebe quase sempre aquilo por que estou a passar.”

Andreeva falou ainda sobre as temperaturas elevadas registadas em Paris, recusando utilizá-las como desculpa. “Talvez este tempo seja um pouco inesperado para Paris, mas ambas jogámos nas mesmas condições. Preparei-me bem e o calor não me incomodou em campo.”

A russa mostrou-se igualmente satisfeita por regressar ao Court Philippe-Chatrier, palco de algumas das suas maiores experiências em Grand Slams. “Fiquei muito feliz quando soube que ia jogar na Chatrier. Tinha receio de encontrar o estádio completamente cheio, mas o público apoiou as duas jogadoras e isso deixou-me contente.”

Com a estreia ultrapassada, Andreeva segue para a segunda ronda reforçada pela confiança e pela cumplicidade com Conchita Martínez, uma relação que continua a revelar-se decisiva na evolução da jovem estrela russa.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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