Cirstea: «Ainda me lembro da primeira vez que joguei este torneio»

Por José Morgado - May 25, 2026
cirstea

PARIS. FRANÇA. Sorana Cirstea entrou com o pé direito em Roland Garros 2026 e, após garantir a qualificação para a segunda ronda, mostrou-se especialmente satisfeita por regressar ao Grand Slam parisiense depois de ter falhado a edição do ano passado devido a lesão.

A veterana romena, que disputa o último Roland Garros da carreira, rejeitou qualquer foco em estatísticas ou rankings, preferindo valorizar cada momento vivido no circuito. “Nunca fui uma pessoa que olhasse muito para números ou rankings. Nem sequer tenho grande memória dos meus resultados. Estou simplesmente a desfrutar de cada torneio e a tentar manter uma atitude positiva perante tudo o que acontece”, afirmou.

Cirstea explicou ainda que o regresso a Paris não foi simples devido às condições muito diferentes das habituais. “No ano passado estive lesionada e não foi fácil voltar este ano, porque as condições estão muito diferentes do normal. Está muito calor e os campos estão muito rápidos. Foi preciso alguns dias para me adaptar”, confessou.

Sobre o encontro da primeira ronda, destacou a agressividade da adversária. “Ela começou muito forte e eu precisei de apresentar o meu melhor nível. Tive de a fazer trabalhar por cada ponto e por cada jogo.”

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A romena voltou também ao Court Suzanne-Lenglen, palco de uma das melhores campanhas da sua carreira, quando atingiu os quartos de final em 2009. “Há memórias que parecem ter acontecido ontem e outras que parecem pertencer a outra vida. Tenho uma memória seletiva e nunca fui boa com números, datas ou rankings. Prefiro viver o presente.”

Ainda assim, reconhece o valor da caminhada feita ao longo dos anos. “A vida passa muito depressa. Ainda me lembro da primeira vez que joguei este torneio e sinto-me muito grata por tudo o que vivi na minha carreira.”

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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