Alcaraz e a final de Monte-Carlo: «Contra Sinner não há favoritos»
Há encontros que ultrapassam o desporto e marcam uma era. A final do ATP Masters 1000 de Monte-Carlo 2026, entre Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, promete ser um desses momentos. Mais do que um título, estará também em jogo a liderança do ranking mundial, num duelo que simboliza a rivalidade dominante do ténis atual.
Na antevisão ao encontro, Alcaraz destacou o equilíbrio entre ambos e rejeitou qualquer favoritismo, mesmo em terra batida. “Contra ele não há favorito”, afirmou, sublinhando a incerteza que caracteriza os confrontos entre os dois. Apesar de reconhecer sentir-se mais confortável nesta superfície, o espanhol foi claro: “Posso perder contra ele em qualquer superfície”.
A preparação para a final começou de imediato. Após vencer Vacherot nas meias-finais, Alcaraz regressou ao court para treinar, procurando corrigir aspetos do seu jogo. “Não estava a bater a bola como queria e o serviço também não funcionou bem”, admitiu, explicando a decisão de não deixar detalhes ao acaso.
Sobre Sinner, o conhecimento é profundo, mas sem revelações estratégicas. “Será o nosso 17.º encontro, conheço-o bastante bem”, disse, acrescentando: “Não vou dizer aqui o plano”. Ainda assim, reconheceu a evolução do rival e a exigência que isso impõe.
Alcaraz destacou ainda o impacto da rivalidade no circuito. “Cada vez que jogamos um contra o outro, elevamos o nosso nível ao máximo”, referiu. Para o espanhol, é essa exigência mútua que tem impulsionado ambos para patamares cada vez mais altos, numa luta que promete mais um capítulo intenso em Monte-Carlo.
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