Alcaraz assegura: «Ainda não vimos o melhor Carlos»

Por José Morgado - September 8, 2025
Alcaraz

Carlos Alcaraz voltou a deslumbrar o mundo do ténis ao conquistar o US Open 2025, derrotando Jannik Sinner por 6-2, 3-6, 6-1 e 6-4. Aos 22 anos, o espanhol recuperou o topo do ranking ATP e assinou um percurso quase perfeito em Flushing Meadows, onde apenas perdeu um set em todo o torneio.

Na conferência de imprensa, Alcaraz não escondeu a felicidade pelo feito: “Para mim é incrível, isto é por aquilo que trabalho e pelo esforço que coloco em cada jogo, para viver momentos como este e levantar mais um Grand Slam. É muito difícil chegar aqui, por isso há que parar e desfrutar porque não é nada fácil.”

O murciano destacou ainda a diferença em relação ao seu primeiro título em Nova Iorque, em 2022: “Esse foi o US Open da juventude, em que cheguei ao limite físico. Este, acredito que foi o da maturidade. Tenho aprendido a lidar cada vez melhor com todas as situações e isso deixa-me muito orgulhoso.”

Apesar da exibição dominante, Alcaraz mostrou respeito pelo seu grande rival Jannik Sinner, sublinhando que a batalha entre os dois vai continuar a crescer: “Ele vai melhorar, disso não tenho dúvidas. A próxima vez que jogarmos será diferente. Vou ter de antecipar o que ele vai mudar para tentar superar-me. Esta rivalidade é bonita porque levamo-nos sempre ao limite e ajudamo-nos a melhorar dentro e fora do court.”

Ainda assim, a declaração mais marcante foi sobre o futuro. O espanhol garantiu que, apesar de tudo o que já conquistou, acredita não ter atingido o seu auge: “Acho que estou na melhor versão da minha carreira até agora, mas ainda não a 100%. Com 22 anos, é difícil já estar no ponto máximo. Continuarei a trabalhar para lá chegar. Ainda não saiu o melhor Carlos.”

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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