Tiago Torres, Tiago Pereira e Francisco Rocha recebem wild cards para a 3.ª edição da CT Porto Cup
A terceira edição da CT Porto Cup vai contar com as presenças portuguesas de Frederico Silva, Tiago Torres, Tiago Pereira e Francisco Rocha no quadro principal, os três últimos face a convites atribuídos pela Federação Portuguesa de Ténis, organizadora do torneio.
A competição realiza-se no histórico Clube de Ténis do Porto de 30 de agosto a 6 de setembro, com entrada livre a todos os presentes, e pode ainda contar com mais tenistas lusos oriundos da fase de qualificação.
A CT Porto Cup é o quinto torneio Challenger em Portugal neste ano de 2026 e o primeiro fora do Estádio Nacional, em Oeiras, numa sequência de provas que arrancou no primeiro mês da temporada. No total, são nove os eventos desta categoria agendados para Portugal nesta época, aos quais se juntam ainda oito WTA 125 espalhados por todo o país.
Vindo diretamente do US Open, onde atingiu a segunda ronda do qualifying no derradeiro Grand Slam da temporada – voltou aos triunfos nos quatro grandes eventos da modalidade mais de três anos depois e inaugurou a contagem vitoriosa em Nova Iorque para deter agora sucessos em todos os Grand Slams -, Frederico Silva regressa a um local de boas memórias. O número quatro nacional (236.º ATP) alcançou há um ano a primeira meia-final Challenger em solo português e só foi travado pelo futuro campeão.
O caldense de 31 anos é o único luso com entrada direta no quadro principal e vai ter a companhia de Tiago Torres (349.º), Tiago Pereira (352.º) e Francisco Rocha (803.º).
Torres tem brilhado neste primeiro ano como profissional, período em que saiu de fora do top 1000 para situar-se os 350 melhores do mundo. Esta subida de mais de 650 lugares na hierarquia deve-se essencialmente ao que tem produzido nos Challengers portugueses: desde o verão passado soma 12 êxitos nesta categoria e já atingiu três vezes os oitavos de final.
A primeira dessas ocasiões foi no Clube de Ténis do Porto há 12 meses. Na altura, proveniente do qualifying, celebrou a triplicar e só foi travado por Frederico Silva na segunda eliminatória.
No último torneio disputado, Tiago Torres, agora número cinco nacional, surpreendeu ao chegar aos quartos de final do Millennium Estoril Open na estreia ATP, superando o ex-top 20 Nikoloz Basilashvili e também Alejandro Tabilo, o 30.º melhor do mundo nessa semana (atualmente 28.º). O lisboeta tem ainda quatro finais na World Tennis nestes 13 meses como profissional.
Tiago Pereira é uma das grandes esperanças do ténis nacional e até já alcançou duas semifinais nesta categoria, uma na presente temporada, época na qual amealhou dois títulos num total de cinco no palmarés; Francisco Rocha é natural do Porto, conhece extremamente bem o clube, e está a representar Portugal nos Jogos do Mediterrâneo, em Taranto – esta sexta-feira disputa a segunda ronda individual e as meias-finais de pares mistos, com medalha em jogo.
Rocha venceu há um ano pela segunda vez num quadro principal de um torneio Challenger e só perdeu para o futuro campeão Guy Den Ouden. O talento neerlandês regressa para defender o troféu conquistado, bem como o jovem belga Gilles Arnaud Bailly, finalista vencido.
Vilius Gaubas (120.º ATP), vencedor do último Lisboa Belém Open e finalista em Braga na semana seguinte, ainda lidera a lista de inscritos apesar de estar ainda em competição na fase de qualificação do US Open. Além do lituano, que chegou a viver em Tavira na juventude, nomes como Hugo Dellien (ex-64 ATP e detentor de 16 títulos Challenger, todos em terra batida) e Kimmer Coppejans (outrora 97.º) dão relevo à prova.
Mas os maiores destaques estrangeiros são Thiago Monteiro e Marco Cecchinato.
Monteiro é um dos nomes fortes do ténis brasileiro dos últimos anos e chegou a figurar perto dos 60 melhores do mundo (61.º em 2022). Apesar de tímido, o tenista natural de Fortaleza é bastante popular, como ficou patenteado em 2021 no percurso que o levou ao título no Braga Open, um dos nove troféus Challenger do currículo.
Cecchinato é, de longe, o jogador com melhores credenciais a atuar no Porto. Em 2019 atingiu o 19.º posto do ranking, detém três títulos no circuito principal ao cabo de cinco finais e oito provas no circuito secundário. No entanto, o maior destaque da sua carreira não passa por nenhum troféu, mas sim pelas meias-finais em Roland-Garros em 2018 onde até bateu Novak Djokovic na ronda anterior.
Em Portugal, o italiano de esquerda a uma mão celebrou no Lisboa Belém Opem de 2022 e chegou às meias-finais do Millennium Estoril Open do ano seguinte.
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