Fusão entre ATP e WTA volta a falhar e circuito feminino prepara cortes
A fusão entre ATP e WTA voltou a sofrer um duro revés. Apesar de, em janeiro, o presidente da ATP, Andrea Gaudenzi, ter afirmado que as partes estavam “muito perto de um acordo”, a WTA acabou por rejeitar a proposta final, adiando novamente a união entre os dois circuitos.
Com receitas de 142 milhões de dólares em 2024, menos de metade dos 294 milhões registados pela ATP, a WTA já começou a reduzir custos. Em Wimbledon, por exemplo, enviou menos funcionários para o torneio e enfrenta agora a possibilidade de congelar ou até reduzir os prémios monetários no futuro. A situação agravou-se depois de a organização terminar antecipadamente o contrato com a Arábia Saudita, levando as WTA Finals de 2026 a mudarem de Riade para Indian Wells.
Apesar das dificuldades financeiras, a WTA recusou seguir a estratégia da ATP para o circuito de pares. Enquanto o circuito masculino pretende reduzir os quadros de pares para 16 equipas nos Masters 1000 e apenas oito nos restantes torneios, além de baixar a percentagem dos prémios destinada aos especialistas de pares de 20% para 10%, a WTA garante que manterá o atual formato das competições de pares sem alterações.
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