Zverev fala da inteligência artificial no ténis e atira: «Vou mudar a estratégia contra o Sinner»

Por Nuno Chaves - May 2, 2026
zverev
FOTO: Miguel Reis

Alexander Zverev vai procurar a conquista do seu terceiro Mutua Madrid Open mas, para isso, terá de ultrapassar Jannik Sinner, número um mundial que leva 22 vitórias consecutivas e que venceu os últimos oito encontros entre ambos.

A tarefa está longe de ser fácil mas o alemão mostra-se confiante e, em conferência de imprensa, admitiu que tenta de tudo… até inteligência artificial.

EXIBIÇÃO DE ALTO NÍVEL

Foi um bom jogo. Acho que o tive sob controlo desde o início. Ele dificultou-me a vida no segundo set, mas ainda assim tive muitas oportunidades. Estava confiante de que iria aproveitar algumas delas e no final consegui. Estou satisfeito com a forma como lidei com a situação.

OUTRAS CONDIÇÕES EM TERRA BATIDA

Acho que é uma questão de tempo. O ritmo da bola é completamente diferente do piso rápido. Quando me adaptar, sei que posso jogar bem, mas isso leva tempo. Jogadores como o Jannik ou o Carlos talvez joguem extremamente bem logo na primeira semana. Historicamente, ganhei todos os Masters em terra batida, exceto Monte Carlo. Cheguei às meias-finais, mas nunca à final. Por isso, acho que sim, preciso de mais tempo do que outros. Neste momento, sinto-me bem. Estou na final e estou contente por isso.

NOVA GERAÇÃO

Acho que há muitos jogadores jovens promissores que são muito, muito bons e de um nível altíssimo. Nota-se cada vez mais a cada semana. Já se fala do Fonseca há algum tempo. Tem um talento tremendo. Além disso, agora também estão a surgir outros jogadores com um talento incrível. Por exemplo, esta semana vimos o Jódar dar um grande salto e o Blockx também. Portanto, há muitos jovens que vão dar saltos assim nos próximos meses e anos, porque acho que o nível de ténis que jogam é muito elevado.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO TÉNIS

Como muitos outros jogadores, consulto algumas estatísticas antes dos jogos. Ainda assim, também conta muito o facto de o ténis ser um desporto de sensações. Contra o Jannik, contra o Carlos ou contra os melhores jogadores do mundo, não há dois jogos iguais. Eu sei, eles sabem. Adaptamo-nos sempre. Tentamos sempre encontrar a forma de nos superarmos. Por isso, claro que as estatísticas ajudam um pouco, mas acho que eles sabem que eu sei que elas existem e de certeza que influenciam a minha estratégia. Portanto, sim, o mesmo se passa comigo. Vou mudar a minha estratégia contra eles.

Os jogadores têm pontos fracos e pontos fortes. Acho que, no fim de contas, acabam sempre por ganhar os melhores. Neste caso, foi o Jannik nos últimos meses. Mesmo com a IA, que te fornece muitas estatísticas sobre ele e não há segredo nenhum sobre a forma como joga, continuo sem conseguir vencê-lo. A IA só te ajuda até certo ponto.

Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.
Bola Amarela
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