Ruud: «Sinner e Alcaraz batem a bola com mais velocidade do que o Big Three»

Por José Morgado - Fevereiro 13, 2026
alcaraz ruud
Divulgação/Laver Cup

As comparações entre Carlos Alcaraz, Jannik Sinner e o histórico “Big Three” continuam a marcar a atualidade do ténis mundial. Depois das declarações de Patrick Mouratoglou, foi a vez de Casper Ruud analisar as diferenças entre gerações e destacar a intensidade dos dois jovens líderes do circuito.

Numa entrevista à publicação alemã tennis MAGAZIN, o norueguês — que já defrontou Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic, além de Alcaraz e Sinner — sublinhou a evolução física e a velocidade do jogo atual. “O Big Three tinha uma presença quase intimidante devido à sua história. Carlos e Jannik trazem algo diferente: uma intensidade incrível, velocidade e coragem”, começou por afirmar.

Sem entrar em comparações diretas sobre quem é melhor, Ruud foi claro quanto ao estilo de jogo: “Podem discutir o que quiserem sobre as diferentes épocas, mas para mim Sinner e Alcaraz batem na bola com mais velocidade do que o Big Three.” O antigo número dois mundial considera que o ténis moderno exige uma preparação distinta: “O jogo evoluiu e é preciso estar preparado para um estilo muito físico e rápido.”

Com apenas duas vitórias em 19 encontros frente a este grupo restrito de estrelas, Ruud reconhece o impacto que essas batalhas tiveram na sua carreira. “As diferenças a este nível são incrivelmente pequenas. Aprendi que é preciso paciência, fé e aceitação ao mesmo tempo. Estas derrotas em finais doem, mas também me mostraram que este é o meu lugar, e isso é importante para a minha confiança.”

O norueguês aprofundou ainda a comparação técnica, especialmente com Nadal. “O Rafa atacava muito com a direita, mas colocava mais efeito no revés. Agora temos o Carlos e o Jannik… não há um lado fraco. Seja direita ou esquerda, arrasam. E movem-se de forma extraordinária.”

Sobre Sinner, destacou semelhanças com Djokovic: “Um aspeto que ele levou para outro nível foi o movimento. Vê-se a deslizar e a defender em qualquer zona do campo. O mesmo acontece com o Carlos. Defendem como o Novak: sentimos que os temos em defesa e, num golpe, passam ao ataque.”

Ruud concluiu com um misto de admiração e ambição: “É impressionante, e às vezes até um pouco irritante, o quão bons se tornaram. Mas temos de aceitar e trabalhar mais para os vencer.”

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com