Wilander: «Roger Federer seria o treinador perfeito para Carlos Alcaraz»

Por José Morgado - Janeiro 13, 2026
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Mats Wilander voltou a agitar o mundo do ténis ao afirmar que Roger Federer seria o treinador ideal para Carlos Alcaraz. O antigo número um mundial comentou a recente separação entre o espanhol e Juan Carlos Ferrero e destacou a importância de Alcaraz ter, no futuro, a orientação de outra grande lenda da modalidade.

É muito importante ter um vencedor de Grand Slam na tua cabeça”, começou por afirmar o sueco, recordando que Alcaraz já beneficiou dessa experiência com Ferrero. No entanto, Wilander acredita que o próximo passo deve passar por uma voz diferente: “Se vais ter outra voz de Grand Slam, essa voz tem de vir de um jogador com um estilo diferente”.

Comparando opções, foi claro: “Quando falas de Murray e Alcaraz, há muitas semelhanças no estilo de jogo. Mas se colocas John McEnroe ao lado de Carlos, vês logo uma mudança enorme. O mesmo acontece com Stefan Edberg”. Ainda assim, foi Federer quem mereceu maior destaque: Agora, se falamos de Roger Federer, estamos a falar de alguém que realmente poderia ajudar Carlos no jogo em que ele não se sente tão confortável”.

Wilander foi taxativo: “Acho sinceramente que Roger Federer seria o treinador perfeito para Carlos Alcaraz”. Para o sueco, a elegância, variedade e leitura de jogo do suíço poderiam acrescentar novas camadas ao ténis do espanhol.

Sobre o fim da relação com Ferrero, confessou surpresa: “Fiquei completamente chocado. Pareciam feitos um para o outro”. Ainda assim, garantiu que a ausência não travará a evolução competitiva de Alcaraz: Quando o marcador está 3-3 no terceiro set, é Carlos quem toma as decisões”. O impacto, segundo Wilander, será sobretudo no dia a dia — e é aí que uma lenda como Federer poderia fazer toda a diferença.

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com