Gauff explica lágrimas: «Quando me mostro vulnerável, estou a mostrar o que é ser humano»

Por José Morgado - Agosto 29, 2025
gauff

Coco Gauff, uma das grandes figuras do ténis mundial, fez uma reflexão profunda após a sua vitória na segunda ronda do US Open, em Nova Iorque. A jovem norte-americana não escondeu as suas emoções e admitiu que as últimas semanas têm sido um verdadeiro desafio, tanto dentro como fora de campo.

Num momento emocionante durante o encontro, Gauff foi vista a chorar . Com uma plateia de 24.000 pessoas, incluindo a icónica Simone Biles nas primeiras filas, a jogadora não hesitou em compartilhar as suas dificuldades emocionais. “Este é um dos torneios que mais me deixa nervosa. A pressão é enorme, mas é uma pressão que eu me imponho a mim mesma”, confessou a tenista.

A pressão que sente em cada ponto no US Open parece ser um fardo pesado, mas Gauff deixou claro que, apesar disso, está extremamente orgulhosa da sua performance em court. “Estou a jogar um ténis muito bom e, embora a minha primeira ronda não tenha sido perfeita, senti-me muito melhor ao entrar para este segundo jogo. O maior desafio é ajustar-me a uma mudança de movimento antes de um torneio tão importante”, explicou.

Além disso, Gauff sublinhou que mostrar o seu lado humano é uma forma de aproximar-se do público. “Quando me mostro vulnerável, estou a mostrar o que é ser humano. Todos os atletas têm dias maus, mas o mais importante é como conseguimos superar esses momentos difíceis”, afirmou, referindo-se à luta interna que travou para se recuperar e seguir em frente.

A experiência adquirida no torneio será crucial para o futuro de Gauff, que acredita que superar desafios como os vividos no US Open a tornará mais forte para enfrentar os obstáculos que ainda virão. “Este torneio será uma referência na minha carreira. Se conseguir superar momentos difíceis assim, sei que posso enfrentar qualquer coisa”, concluiu.

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com