EXIBIÇÃO DE TOURO. Rafael Nadal joga muito e conquista terceiro US Open da carreira

O favoritismo estava todo do seu lado, e Rafael Nadal não desiludiu. Foi com os parciais de 6-3, 6-3 e 6-4 ao cabo de 2h30 que o número um do mundo conquistou o terceiro título no Open dos Estados Unidos, aquela que é a sua 16.º conquista num torneio do Grand Slam. Apesar do excelente torneio ao longo das duas semanas, Kevin Anderson não teve quaisquer armas para fazer frente ao touro espanhol..

A final deste sábado, entre Sloane Stephens e Madison Keys, tinha já sido de sentido unilateral e resolvida num curto espaço de tempo. Nesta noite, Rafa Nadal e Kevin Anderson entraram em campo concentrados e com uma única missão: erguer o troféu em pleno Arthur Ashe Stadium, perante 23 mil pessoas. Mas apenas um deles jogou um ténis digno de um campeão do Grand Slam.

A primeira partida foi mesmo a mais equilibrada. Tanto Rafael Nadal como Kevin Anderson seguraram os primeiros jogos de serviço apesar de o sul-africano, o mais alto finalista da história em torneios da categoria, ter sido obrigado a salvar pontos de break pelo caminho, resultado do nervosismo e do estilo agressivo do seu adversário.

Nada parou Nadal nesta noite.

E foi precisamente com um erro de Anderson que Nadal conseguiu o break inaugural, quando Anderson servia a 3-3, para não mais largar o ascendente no marcador, dando por concluída uma partida que durou 55 minutos e na qual o sul-africano cometeu 23 erros não forçados.

Se defrontar Rafael Nadal na final de um Grand Slam fica difícil – apenas três homens (Wawrinka, Djokovic e Federer) o derrotaram nestas condições -, então com a vantagem do lado do maiorquino a tarefa torna-se ainda mais complicada. Nadal apanhou ritmo e, tal como no primeiro set, não chegou sequer a enfrentar break points no segundo, compensando meros dois erros diretos com 15 winners de todos os cantos do court, quer da linha de fundo quer à rede – em 16 subidas, subiu… 16 pontos.

De facto, Kevin Anderson, que vai amanhã integrar o top-15 pela primeira vez desde fevereiro do ano passado, nem chegou sequer a ter uma única oportunidade de break. Os grandes pontos que ia protagonizando eram seguidos por erros que não devia, nem podia cometer numa situação como a final de um Grand Slam. Do outro lado esteve um jogador que não só cometeu raríssimos erros – apenas 11, para quase 30 winners – como manteve o ritmo elevado do princípio ao fim. O título esteve sempre na sua mira, e o tiro foi mesmo certeiro.

Sobre o autor
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Licenciado em Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa. Jornalista da GQ Portugal e colaborador do Bola Amarela desde novembro de 2011, pouco tempo depois de começar a seguir mais atentamente o mundo do ténis. Pretende nunca mais parar.

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