Novak Djokovic: «João Sousa é um rapaz fantástico»

Novak Djokovic estava ainda longe de ser o jogador dominante e galardoado que é hoje quando, em 2007, fez questão de gravar o nome de Portugal no seu palmarés enquanto recebia das mãos de Eusébio o troféu de campeão do Estoril Open, pouco depois de ter entrado no court central do Jamor a envergar uma camisola do seu Benfica.

Hoje, incontestável número um mundial e já considerado como um dos melhores da história da modalidade, o campeão de dez títulos do Grand Slam continua a encontrar boas razões para se manter atento ao que Portugal tem para oferecer, que vai muito para lá do que se passa no clube da Luz.

Em entrevista do Diário de Notícias, o sérvio de 28 anos falou de João Sousa, exaltando a garra que faz dele duplo campeão de torneios ATP e o melhor jogador nacional de sempre. “É bravo”, começou por dizer o jogador dos Balcãs sobre o recém-campeão do Open de Valência.

“O João é um grande tenista e um rapaz fantástico. Sempre que joguei contra ele tive de ser sempre muito forte, sobretudo do ponto de vista mental. Ele retira o melhor do adversário”, acrescentou Djokovic, que tem defrontado o vimaranense nos grandes palcos do ténis mundial – US Open 2013 e Roland Garros 2014.

Presença no Millennium Estoril Open 2016?

“É algo complicado responder a isso”. A vinda do jogador dos Balcãs ao ATP 250 português no próximo ano é pouco provável, apesar de gostar “muito do torneio”, porque as “boas recordações” do então Estoril Open 2007 são muitas. “Trataram-me muito bem, o povo português sempre foi muito afável e guardo as melhores memórias. É um país fantástico, que já tive oportunidade de conhecer”.

“Felicidades para o Benfica”

DjokovicA sua paixão pelo futebol, que, de resto, se estende à grande maioria dos jogador das raquetes, não se esgota, naturalmente, no Benfica, mas, na verdade, não vai para lá do vermelho, já que se confessa adepto fervoroso do Estrela Vermelha de Belgrado.

As exigências que implicam ser-se o melhor num desporto onde os encontros acontecem de segunda a domingo não lhe permitem assistir aos jogos do clube das águias tantas vezes quanto gostaria, mas faz por “acompanhar os resultados”.

“O Benfica sempre foi um clube que me tratou bem e desde que joguei no Estoril fiquei com um carinho especial”, revelou. “Depois também nos últimos anos contrataram muitos sérvios e por eles também fiquei a torcer ainda mais. Felicidades para o Benfica”.

Quem é o melhor do mundo: Ronaldo ou Messi?

Irrefutavelmente o melhor no mundo das raquete, atualmente, Djokovic veste a camisola da imparcialidade na hora de responder à mais das emblemáticas pergunta do universo das chuteiras – Ronaldo ou Messi? “Já me fizeram essa pergunta algumas vezes, uma delas na Argentina, e tal como respondi lá, digo também para Portugal: são os dois melhores do mundo”, rematou.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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