Duplo déjà vu: Djokovic volta a derrotar Del Potro e reencontra Kyrgios

Chama-se a isto um duplo déjà vu. Novak Djokovic derrotou esta madrugada Juan Martin del Potro a caminho dos oitavos-de-final de Indian Wells, onde vai defrontar Nick Kyrgios. Ora, onde é que já vimos isto? Em Acapulco, há exatamente duas semanas.

E tal como no ATP 500 mexicano, também agora o sérvio precisou de três partidas para dar conta do recado diante do argentino de 28 anos, número 35.º mundial. Com os parciais de 7-5, 4-6 e 6-1, o número dois mundial soma a sua 13.ª vitória diante da “Torre de Tandil”, em 17 encontros disputados.

Djokovic até nem entrou bem, sofrendo a quebra assim que pisou o court, mas o 1-3 de desvantagem deu-lhe o abanão necessário para começar a responder a melhor e a comandar os pontos, insistindo na esquerda de Del Potro. No segundo set, o sérvio voltou a entrar mal, mas, desta vez, o argentino não deixou escapar a vantagem, igualando o marcador. Provando que à terceira só cai quem quer, Djokovic entrou de rompante no derradeiro parcial e já só parou quando teve o triunfo na mão.

“O ténis que joguei no terceiro set foi o melhor que joguei este ano”, disse Djokovic no final. “Conseguir quebrá-lo duas vezes num set é ótimo. Espero levar este nível de confiança, principalmente na resposta ao serviço, para o encontro de amanhã, porque vou precisar. Perdi com o Nick [Kyrgios] em Acapulco, ele serviu extremamente bem. Espero conseguir um resultado melhor”.

O próximo desafio do jogador de Belgrado, cinco vezes campeão da prova, é, precisamente, tentar a desforra diante de Kyrgios, jogador responsável pela sua derrota em Acapulco, naquele que foi o primeiro encontro entre ambos. Também na jornada de hoje, o australiano de 21 anos, 16.º ATP, mostrou-se impassível às investidas de Alexander Zverev, num duelo inédito que promete repetir-se muitas vezes no futuro.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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