Zverev acredita num novo ‘Big Three’: «Quero competir com Sinner e Alcaraz pelos maiores títulos»
Alexander Zverev saiu derrotado da final de Wimbledon 2026 diante de Jannik Sinner, mas fê-lo convicto de que está cada vez mais perto de rivalizar com o italiano e com Carlos Alcaraz na luta pelos maiores títulos do circuito. Menos de um mês depois de conquistar o primeiro Grand Slam da carreira em Roland Garros, o alemão mostrou-se satisfeito com a evolução do seu ténis e assumiu a ambição de integrar um novo “Big Three”.
Apesar da derrota em quatro sets, Zverev explicou que o deslize sofrido durante o terceiro parcial apenas condicionou o serviço. “Voltei a hiperestender o joelho, tal como há dois anos. Custava-me impulsionar no serviço e a velocidade do saque diminuiu um pouco, mas de resto senti que me movia bem e estava a jogar um bom ténis do fundo do campo.”
O número dois mundial acredita que já encurtou significativamente a distância para Sinner e Alcaraz. “Espero fazer parte desse grupo. É para isso que estou aqui. Este ano dei um passo em frente. Ainda não os consegui vencer, mas levei-os ao limite. Nos últimos dois anos fui sempre o número três, mas bastante atrás deles. Se conseguir aproximar-me e disputar os grandes títulos com eles, será fantástico.”
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Zverev considera que o encontro foi decidido por pequenos detalhes. “Senti que estávamos a jogar a um nível muito semelhante e extremamente elevado. Falhei uma direita no início do tie-break do segundo set e isso mudou um pouco o rumo do jogo. A queda também não ajudou no terceiro set, mas depois recuperei o nível.”
O alemão destacou ainda as alterações que introduziu no seu estilo de jogo durante esta temporada. “Quero jogar um ténis mais agressivo. É algo em que tenho trabalhado desde o início do ano. Quanto mais praticar este estilo, melhor vou jogar. Ganhei Roland Garros e cheguei à minha primeira final de Wimbledon, por isso alguma coisa está claramente a resultar.”
Ainda assim, reconheceu que Sinner continua a ser a principal referência do circuito. “Para mim, ele continua a ser o melhor jogador do mundo. Talvez apenas dois ou três jogadores, incluindo o Novak, consigam realmente desafiá-lo. Hoje consegui fazê-lo durante grande parte do encontro, mas não foi suficiente. Vou continuar a trabalhar porque ainda há muitos grandes torneios pela frente.”
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