Wawrinka : «O mais importante para mim é o carinho que recebo dos fãs»
ESTORIL, Portugal. Stan Wawrinka vai oficialmente retirar-se do circuito profissional no final deste ano. O suíço, que ocupa atualmente a 117°. posição do ranking mas já foi número três mundial, está esta semana no Estoril para disputar o Millennium Estoril Open, depois de vencer o antigo Estoril Open (realizado no Jamor) em 2013.
Tenho-me sentindo bem. Estou feliz por estar de volta a Portugal. Vim cá há alguns anos, e tenho lembranças incríveis, especialmente com a conquista do título aqui. Estou muito feliz e satisfeito por poder jogar aqui uma última vez este ano.
Na primeira ronda vai defrontar o argentino Burruchaga pela primeira vez, algo que não acontece com muita frequência
Acho que jogo na terça-feira, vou ter um dia de treino amanhã para me preparar e continuar a esforçar-me para manter meu nível. No geral, tenho jogado um bom ténis e tenho-me sentido muito bem. Sei que cada encontro é um novo desafio, especialmente o próximo encontro porque nunca joguei contra ele, então será interessante defrontar um adversário novo. Espero entrar bem e jogar em bom ténis esta semana.
O último ano na Tour
Eu disse no ano passado que este seria o meu último ano, então sei que cada torneio que escolho disputar, tenho a oportunidade de o desfrutar uma última vez, por isso tento aproveitar ao máximo. Também tento-me esforçar ao máximo para manter um bom nível e vencer o maior número possível de encontros este ano. Até agora, foram seis meses bons, com muita emoção e bom ténis, e espero continuar nessa direção nos próximos meses.
Para mim, o mais importante ao entrar nesta temporada era continuar atentar chegar ao meu nível antigo, tentar evoluir a cada dia para alcançar o melhor nível possível — considerando a minha idade e toda a minh trajetória. Tenho apresentado um bom nível e feito bons encontros, mas infelizmente alguns pontos decisivos difíceis não caíram a meu favor. Bastariam alguns pontos diferentes para mudar alguns resultados, mas continuo a aproveitar o que faço e manter-me otimista. Espero conseguir virar os encontros a meu favor nos próximos meses.
Aos 41 anos, Wawrinka continua a impressionar com a sua longevidade
A cada ano, é sempre um desafio continuar a exigir o máximo aos 41 anos. Claro que fica cada vez mais difícil encontrar a abordagem certa em termos de nível de jogo. Tento manter uma postura agressiva, dar velocidade às minhas pancadas e encontrar maneiras de ditar o ritmo dos encontros. Mas, cada encontro é um novo desafio. Cada semana é uma nova oportunidade, e estou muito feliz por estar aqui, espero poder fazer bons jogos.
A melhor motivação para continuar são os fãs
Tive a sorte de viver torneios incríveis e despedidas maravilhosas. O mais importante para mim é o carinho que recebo dos fãs e a atmosfera que sinto em todas os encontros que disputo. Isso é o que mais importa; é uma das principais razões pelas quai continuei a jogar por tanto tempo: ter a oportunidade de disputar esses encontros com estádios cheios, com muita gente a torcer por mim. É isso que eu mais aprecio. É algo que não se encontra em nenhum outro lugar, a não ser no mundo do desporto. Isto tem sido a minha vida nos últimos 25 anos, por isso tento-me esforçar ao máximo para aproveitar isso ainda mais.
E depois da retirada, o que se segue?
Para mim, o mais importante é encerrar este capítulo da minha vida e terminar o ano totalmente focado nele. Isto tem sido a minha vida até agora, então quero realmente terminar da melhor maneira possível. É por isso decidi deixar todos os outros projetos de lado e esperar pelo final to ano para tirar algum tempo para descansar, mais tranquilo, com menos viagens e mais sossego, para realmente decidir o que quero fazer depois. Não acho que vou trabalhar como treinador no ano que vem nem tão cedo. Não é isso que eu quero fazer. Não quero viajar muito, quero manter as coisas mais tranquilas, mas a longo prazo, vamos ver.
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