Vacherot rendido: «Defrontar Djokovic é outra coisa, levou-me ao limite»
Valentin Vacherot esteve muito perto de derrubar Novak Djokovic no Masters 1000 de Paris, no entanto, não conseguiu segurar o set e break de vantagem, acabando eliminado.
No final, em declarações recolhidas pelo L’Equipe, o monegasco explicou o que falhou e mostrou-se rendido ao nível que o sérvio continua a demonstrar aos 39 anos.
TEVE ENCONTRO NA MÃO MAS CAIU FRENTE A DJOKOVIC
Naquele momento, queria arrasar com tudo. Estava frustrado, mas o ténis é mesmo assim. Muitos parabéns a ele! Não cometeu um único erro, levou-me ao limite, até ao meu ponto de rutura e mentalmente já não tinha forças. Fisicamente ainda tinha mas, na realidade, era a minha mente que me estava a falhar. Sentia que ele estava a jogar cada vez melhor e que queria cometer cada vez menos erros.
O QUE FALHOU
Ainda não joguei contra jogadores de elite suficientes. Não defrontei Sinner e, embora tenha jogado uma vez contra Alcaraz, senti um pouco daquela euforia das meias-finais de Monte Carlo, no meu próprio campo. Defrontar o Novak é outra coisa. Talvez não houvesse muita gente nas bancadas a apoiar-me, mas acabaram por se entusiasmar e ele aproveitou isso. Estás a jogar contra uma montanha, não apenas contra um tenista.
RENDIDO A DJOKOVIC
Se estiver inspirado, não vai cometer erros. Como acontece com todos os melhores jogadores. Por isso, para ganhar pontos, ou bates na bola 35 vezes e esperas que ele acabe por ceder fisicamente, ou tentas conseguir um winner. O problema é que, para conseguires um winner, tens de estar perfeitamente posicionado. Mas, quando o cansaço começa a fazer-se sentir e o encontro continua, tudo se torna mais complicado.
O QUE MUDOU EM DJOKOVIC COM A IDADE
Quando vejo os jogos dele atualmente, penso que o Novak joga mais depressa do que quando estava no seu auge, porque, se o encontro durar três horas, começa a ter dificuldades. Continua a ter aqueles momentos em que não pára de colocar a bola dentro do campo, uma e outra vez. Por vezes, não é uma qualidade extraordinária, mas sim uma qualidade de bola magnífica. E, com isso, continua a conseguir vencer qualquer adversário em qualquer torneio. Ganhou um ATP 500 há um mês, com 39 anos, e continua agora a ter hipóteses no Masters.
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