Vacherot rendido: «Defrontar Djokovic é outra coisa, levou-me ao limite»

Por Nuno Chaves - Novembro 4, 2026

Valentin Vacherot esteve muito perto de derrubar Novak Djokovic no Masters 1000 de Paris, no entanto, não conseguiu segurar o set e break de vantagem, acabando eliminado.

No final, em declarações recolhidas pelo L’Equipe, o monegasco explicou o que falhou e mostrou-se rendido ao nível que o sérvio continua a demonstrar aos 39 anos.

TEVE ENCONTRO NA MÃO MAS CAIU FRENTE A DJOKOVIC

Naquele momento, queria arrasar com tudo. Estava frustrado, mas o ténis é mesmo assim. Muitos parabéns a ele! Não cometeu um único erro, levou-me ao limite, até ao meu ponto de rutura e mentalmente já não tinha forças. Fisicamente ainda tinha mas, na realidade, era a minha mente que me estava a falhar. Sentia que ele estava a jogar cada vez melhor e que queria cometer cada vez menos erros.

O QUE FALHOU

Ainda não joguei contra jogadores de elite suficientes. Não defrontei Sinner e, embora tenha jogado uma vez contra Alcaraz, senti um pouco daquela euforia das meias-finais de Monte Carlo, no meu próprio campo. Defrontar o Novak é outra coisa. Talvez não houvesse muita gente nas bancadas a apoiar-me, mas acabaram por se entusiasmar e ele aproveitou isso. Estás a jogar contra uma montanha, não apenas contra um tenista.

RENDIDO A DJOKOVIC

Se estiver inspirado, não vai cometer erros. Como acontece com todos os melhores jogadores. Por isso, para ganhar pontos, ou bates na bola 35 vezes e esperas que ele acabe por ceder fisicamente, ou tentas conseguir um winner. O problema é que, para conseguires um winner, tens de estar perfeitamente posicionado. Mas, quando o cansaço começa a fazer-se sentir e o encontro continua, tudo se torna mais complicado.

O QUE MUDOU EM DJOKOVIC COM A IDADE

Quando vejo os jogos dele atualmente, penso que o Novak joga mais depressa do que quando estava no seu auge, porque, se o encontro durar três horas, começa a ter dificuldades. Continua a ter aqueles momentos em que não pára de colocar a bola dentro do campo, uma e outra vez. Por vezes, não é uma qualidade extraordinária, mas sim uma qualidade de bola magnífica. E, com isso, continua a conseguir vencer qualquer adversário em qualquer torneio. Ganhou um ATP 500 há um mês, com 39 anos, e continua agora a ter hipóteses no Masters.

Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.
Bola Amarela
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.