Treinador de Sinner explica os motivos que levaram o italiano a não desistir de Madrid
Apesar de todas as incertezas, Jannik Sinner vai mesmo competir no ATP 1000 de Madrid e Simone Vagnozzi, um dos técnicos do número um do mundo, explicou porquê.
Numa conferência de imprensa, o treinador italiano realçou que é importante para Sinner manter o atual momento de forma e que era inviável ficar tanto tempo sem competir.
JOGAR EM MADRID
Tivemos bastante tempo para treinar antes de competir em Indian Wells e achávamos que seriam demasiadas semanas livres entre Monte Carlo e Roma, numa altura em que o Jannik está bem e confiante. Não há melhor treino do que competir e, quando se joga bem e se ganha, o desgaste de energia é menor. Não queremos que ele perca o ritmo de jogo que tem.
RIVALIDADE COM ALCARAZ
Foi emocionante ganhar em Monte Carlo por muitos motivos e um deles foi recuperar o número 1. É claro que, nesse aspeto, o mais importante é terminar a temporada nessa posição, mas ter voltado a liderar o ranking depois de três meses sem jogar no ano passado é um enorme sucesso. Além disso, ganhar ao Carlos é sempre especial, porque nos obriga a melhorar. Os grandes campeões exigem-nos encontrar constantemente novas soluções. É uma pena se ele não puder jogar em Roma ou Paris, porque o Jannik gosta de jogar contra ele, é uma sensação diferente.
POSIÇÃO DE CAHILL NO FINAL DO ANO
Sempre partilhámos a mesma visão sobre a carreira do Jannik e foi fundamental que nenhum de nós assumisse mais responsabilidade do que o outro. Cada um sabe onde deve intervir mais, por vezes, é preciso dar um passo atrás pelo bem comum, mas funcionamos muito bem. Diria que eu sou o chato, aquele que diz as coisas que o Jannik não quer ouvir, o ‘polícia mau’. Já o Darren é mais descontraído e bem-disposto, sabe acalmar os ânimos em momentos de tensão.
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