Sinner mantém pés no chão: «Não me posso comparar ao Djokovic, Federer e Nadal»
Jannik Sinner conquistou pela primeira vez na carreira o ATP 1000 de Madrid e já só lhe falta vencer o ATP 1000 de Roma para completar todos os torneios desta categoria.
O momento do número um mundial é de domínio absoluto e o próprio tem consciência disso, ainda que, em conferência de imprensa, o italiano tenha colocado os pés na terra, principalmente, no que toca a comparações com o Big Three.
VAI JOGAR EM ROMA?
Jogar em casa é sempre muito especial. Ao mesmo tempo, agora quero desfrutar disto. Não quero pensar em planos futuros. Fisicamente estou bem. Não há motivos para não jogar em Roma, claro, mas quero aproveitar aquilo que alcancei. Foi um torneio muito, muito longo e um período de ténis muito longo, desde Indian Wells. Estou muito feliz, mas agora também me faz bem recuperar, sobretudo a nível mental, que me exigiu bastante. Há sempre muita pressão. Veremos o que acontece.
ZVEREV DISSE QUE A DIFERENÇA DE SINNER PARA OS OUTROS É ENORME
É difícil afirmar. Às vezes tens dias bons, outros maus. Depende também de quando enfrento alguém. Tento sempre e dou o melhor de mim em cada torneio. Um dia pode haver grandes mudanças, se olhares para o primeiro dia, para os jogos da primeira ronda, são muito duros. A partir daí, tentas subir o nível. Hoje, a minha prestação foi verdadeiramente boa: estive muito sólido, servi muito bem… mas não me comparo com outros jogadores. Só tento ser a melhor versão de mim próprio, nada mais. Ao mesmo tempo, tens de encarar tudo dia a dia, porque cada dia pode trazer algo diferente.
CINCO MASTERS 1000 SEGUIDOS: MOMENTO HISTÓRICO
Sim, significa imenso para mim. Ainda assim, não me posso comparar com o Rafa, o Roger ou o Novak. O que eles fizeram foi impressionante. Não jogo para bater esses recordes, não jogo para bater recordes, jogo por mim, pela minha equipa, que sabe o que está por detrás e pela minha família, que nunca mudou a sua atitude para comigo depois de todo o meu sucesso. São pais simples e sinto-me muito seguro quando estou com eles.
Nunca falamos de ténis em casa, por isso temos uma ótima relação. São os meus pais, nada mais. São números extraordinários, sim, significam muito para mim, mas por trás há muita disciplina e muito sacrifício. Há rotinas diárias que ninguém vê — sou a primeira pessoa a estar pronta, todas as manhãs, quando acordo. Gosto deste percurso, gosto de me colocar na melhor posição possível para ser a melhor versão de mim próprio. Não jogo a pensar em outros recordes. O que os outros fizeram no passado e o que o Novak continua a fazer, é algo incrível. Não me posso comparar com eles.
ALGUÉM SE PODE INTROMETER ENTRE SINNER E ALCARAZ?
As coisas podem mudar muito rapidamente em qualquer cenário. Há grandes jogadores no circuito, todos tentam vencer-te todos os dias. Quase sempre, a pressão está do meu lado. Também tens de saber lidar com isso. O Novak venceu-me na Austrália a jogar um ténis extraordinário. Veremos: não posso prever o futuro. Não sei o que vai acontecer. Não sei como vou chegar, física e mentalmente, aos grandes palcos — só tento estar preparado. Posso sempre ter dias maus em que tenho de encontrar soluções…
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