Sinner lembra suspensão: «Estive em Doha no ano passado e não pude jogar»

Por José Morgado - Fevereiro 17, 2026
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Jannik Sinner entrou com autoridade no ATP 500 de Doha e confirmou o estatuto de candidato ao título ao derrotar o checo Tomas Machac por 6-1 e 6-4 na ronda inaugural. O italiano, um dos principais favoritos ao troféu, precisou de pouco mais de uma hora para garantir o apuramento, mostrando sinais claros de recuperação após a recente derrota no Open da Austrália.

No final do encontro, Sinner mostrou-se satisfeito com a exibição e com a forma física apresentada: “Senti-me bem em campo hoje. Fisicamente estou bastante bem e isso é importante nesta fase da época.” Ainda assim, o número dois mundial deixou um aviso: “Cada partida vai tornar-se mais complicada, por isso espero estar preparado para o próximo desafio.”

As condições climatéricas em Doha não foram simples, com algum vento a marcar presença, mas o italiano relativizou a situação: “Talvez hoje tenha sido um pouco pior do que ontem, mas tens de te adaptar a qualquer situação e às condições do campo. Faz parte do jogo.”

Este regresso ao Qatar tem também um significado especial para Sinner. No ano passado, viu-se impedido de competir no torneio após uma suspensão de três meses relacionada com um processo antidoping, episódio que o afastou temporariamente da competição. Agora, o tenista encara o regresso com motivação extra: “Estive aqui no ano passado, mas não pude jogar. Voltar agora torna tudo ainda mais especial.”

Sinner falou ainda sobre a relação com a família, assumindo uma postura independente: “Já não tenho 13 anos. Não falamos todos os dias, mas temos uma relação tranquila. Há semanas em que falamos várias vezes e outras em que não falamos tanto — é normal.”

Confiante, concluiu: “Tenho o meu estilo de vida e eles o deles. O importante é continuar a evoluir e lidar bem com tudo o que o circuito exige.”

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com