Shelton: «Sou um jogador de grandes jogos. Gosto de defrontar os melhores do mundo»
Ben Shelton é o único jogador presente nas meias-finais de Montreal que já esteve anteriormente na disputa por uma final Masters 1000 e conhece melhor as vicissitudes dessa mesma ocasião, sendo que os restantes fazem a estreia em fases tão adiantadas nestes palcos da modalidade.
Verdade também que esta é só a sua segunda meia-final Masters 1000, depois de ter replicado o êxito de há um ano em Toronto, onde só parou com o título nos seus braços. A exibição frente a Jakub Mensik na passada terça-feira foi das melhores este ano (18 winners contra apenas 3 erros não-forçados) e o norte-americano quer dar continuidade, fazendo-se valer do estatuto de top 10 mundial e campeão em título.
Será que vai conseguir? Para já, Shelton tenta aceder a mais uma final no Canadá, sendo para isso acontecer terá de levar a melhor perante o mais jovem compatriota Learner Tien.
SENSAÇÕES APÓS MAIS UMA VITÓRIA
Foi uma ótima noite para mim. Acho que dias como este, quando tudo está a funcionar, são um pouco mais fáceis. Mentalmente, é muito mais complicado quando se tem dificuldades ou quando se está diante de problemas difíceis de resolver. Desta feita, consegui analisar melhor e encontrar maneiras de ser eficaz e executei muito bem. Acho que foi a melhor exibição da semana. A forma como respondi ao serviço, a concentração que mantive do início ao fim, a consistência que consegui manter, entrando nos jogos de serviço dele… Foi a mais completa até agora nesta semana.
SENTE-SE BEM EM MONTREAL
Acho que é uma combinação dos campos e das bolas. É um court duro e lento, mas a bola salta muito. Isso torna o meu serviço muito eficaz, mas também dá tempo para criar e desenvolver jogadas com as minhas pancadas de fundo. A combinação de todos esses fatores faz com que eu seja um adversário difícil, especialmente se estiver na resposta aos serviços e conseguir entrar nos jogos do meu adversário. Senti muitas dessas mesmas coisas em Toronto no ano passado. Acho que as condições são bem parecidas, o que é fantástico.
RENDIDO À ASCENSÃO DE JÓDAR NO CIRCUITO
Estou realmente impressionado com o Rafa e com a forma como ele se adaptou ao circuito. Ele provavelmente chegará ao top 10 e superará. Acho que ele tem um ótimo jogo, um jogo completo, é um grande atleta, tem uma direita, uma esquerda e uma resposta ao nível dos melhores do mundo. Gostei muito dos três jogos dele contra o Arthur este ano. Estou muito feliz por ele e ansioso para ver como ele vai progredir e o que vai fazer nos próximos 18 meses.
RELAÇÃO PRÓXIMA COM COMPATRIOTAS
Apoio totalmente todos os jogadores americanos e tenho gostado muito de ver o sucesso de vários deles. Não foram apenas um ou dois. Partilhámos os holofotes com Taylor, Foe, Tommy, Sebi, Nakashima, Learner, Michelsen e muitos outros que tiveram ótimas trajetórias. É realmente incrível ver a direção que o nosso país está a tomar no ténis.
JOGADOR DE GRANDES PALCOS
Sou um jogador de grandes jogos. Adoro disputar encontros importantes, em grandes estádios e diante de muito público. Gosto de jogar contra os melhores do mundo. Para ser sincero, gosto de entrar em court como o jogador menos cotado. É algo que me dá prazer. Acho que estou cada vez melhor nas primeiras rondas dos torneios, onde não sou o favorito, mas sim um jogador de peso com um objetivo em jogo. Isso é algo que todos os jogadores precisam de aprender a gerir.
SENTE-SE COMO FAVORITO?
Não encaro a situação dessa forma. Acho que tenho muito mais a ganhar estando aqui. O meu ténis tem melhorado a cada encontro: ter a oportunidade de continuar a aprimorar o meu jogo e a melhorar dia após dia. Acho que jogar em dias consecutivos é fantástico para o meu nível e para o meu jogo. Estou ansioso para tentar melhorar amanhã.
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